"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É tempo de travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

Fernando Pessoa







Não sou novela..... mas pode me acompanhar.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Eita Vida!

"Deixa, deixa eu dizer o que penso desta vida, preciso demais desabafar"


É, acho que pode ser um começo de um texto.
Ando meio - pra não dizer completamente - pensativa e cabisbaixa, nestes últimos dias.
Fatos importantes estão acontecendo em minha vida nos últimos meses. Estão vindo assim de sopetão, sem aviso prévio.
Primeiro veio a noticia de que eu ia ser avó.
Demorei, mas aceitei. A demora não era no fato de que eu teria que aceitar a vinda do bebê e sim a condição de AVÓ.
Tudo bem: aceito. Aliás, tinha outra alternativa? Claro que não.
O que mais me deixava preocupada nesta história toda é de que o pai da cria, meu filho mais velho, tem uma doença crônica, chamada Anemia Falciforme (joga no Google) e que até que a medicina ache uma cura para esta doença, ele dependerá de muitos remédios para ter uma vida "quase normal".
Isto inclui muitas idas e vindas ao hospital e o pior de tudo isto é que são idas e vindas dolorosas. São chamadas de crises álgicas.
São dores terríveis, que a cada crise, se localiza em uma parte diferente do corpo.
Geralmente quando elas vem, é noite, madrugada. E lá vamos nós (eu e ele) correndo pro hospital.
Liga pra médico, chama médico, pede leito, soro na veia, medicação forte (codeína, morfina e todas as "inas" pra dor), grito de dor, emergência lotada, aperto de mão.
Choro.
Acho que estou ficando velha, pois antigamente eu quase não chorava no hospital, aguentava no osso do peito e deixava pra chorar no chuveiro.
Agora já não tô mais conseguindo segurar. Tenho que fugir pra um canto e me debulhar em lágrimas.
Vejo um futuro previsível (??) pra nós.
Sempre fui muito otimista. Desde pequeno ele sempre teve atendimento, sempre o melhor atendimento. Sempre confiei na medicina e apesar dele ter feito muitas transfusões, em uma época que se pegava até gripe na transfusão, ele nunca teve nada.
Graças a Deus.
"Andá com fé eu vou, que fé não custuma faiá. Certo ou errado a fé vai onde quer que eu vá".
Mas de repente, Deus resolve te testar:
Vamu vê guria, até onde vai tua fé. E te dá mais um testezinho de resistência. Resistência de fé e pro teu filho resistência de saúde.
Agora, além da Anemia Falciforme, foi detectado Hipertensão Arterial Pulmonar (joga no Google). Consequência da própria anemia. Sim, é grave.
Ele andava se queixando de tonturas. Não conseguia correr nem pra pegar o ônibus.
E nós achando que era alguma "coisinha" insignificante. Ledo engano!
Como diz minha amiga Grazi (que saudade!):
- Me caiu os butiá dos bolso!
- E agora José? (esta expressão é da Grazi também)
É......mais uma pedrinha pra gente chutar.
Tá. Daí ontem fiquei em casa com uma crise de enxaqueca. Tudo-junto-reuinido. Enxaqueca, TPM e sentimento de perda.
Uma vez li em algum lugar que a atriz Lucélia Santos gostava de lavar roupas quando estava deprimida, pra soltar os bichos.
Eu sou meio parecida com ela.
Quando tô assim, tenho que fazer alguma coisa pra mexer. Além de chorar é claro.
Então fui eu lá pra cozinha fazer uma faxininha. E não é que funciona mesmo? A gente pode ao mesmo tempo lavar as paredes, escutar rádio com aquelas músicas de drama e claro, morrer chorando. Mas tu tem que estar sozinha em casa. Isto é regra. Senão não dá. Porque ter que dar explicação porque tu chora enquanto limpa as paredes não dá certo.
Aí tu aproveita que tem um bloguesinho e no outro dia, quando tu tá mais aliviada, tu vai lá e escreve tudo.
Pode ser que ninguém leia, pode ser também que alguém leia e não dê palpite ou pode ser que algum amigo dê um pitaco. Vai saber.
Gente, não quero ninguém aí com sentimento de pena, pois eu, apesar de estar meio "down", não me dou a estas frescuras.
Acho que tudo na vida tem sua hora e seu lugar.
Se tiver que ser vai ser.
Se não tiver que ser, não vai ser. Super filosófico.
Agora até já consigo dizer pra Nathália: "Amada, vem com a vó". Dá um nó no estômago, mas é um começo!

Afinal, o futuro a gente vê numa bola de cristal? Claro que não.



Eles não são lindos?
Amo vocês, meus amores!

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Futuro previsível?

Está tudo difuso. É o que dá usar uma bola de cristal de segunda mão. [...] Decido apelar para a técnica brasileira de consertar qualquer aparelho. O tapa parece funcionar, pois imediatamente surge uma cena do futuro na bola de cristal. [...] descubro que todas as ruas da cidade estão tomadas por barracas de camelôs, que vendem de tudo, do chaveirinho ao refrigerador. [...] Deduzo que as lojas de comércio como nós as conhecemos hoje estão todas nos shopping centers, assim como os cinemas, os teatros, os restaurantes finos, os ginásios de esportes e os bancos. [...] Mas espera um pouquinho. Esta bola de cristal continua funcionando mal. Ou está, deliberadamente, tentando me enganar. Este futuro é tão exageradamente catastrófico quanto o passado idílico que ela mostrou era falso. Tendemos a escurecer nossos prognósticos na mesma medida em que fantasiamos nossas lembranças. Se o presente está mal é em contraste com um passado de possibilidades perdidas, e o futuro só pode ser pior. [...] Os que freqüentam o Centro, hoje, são os mesmos – multiplicados pelo descaso – que há anos habitavam os arredores da nossa cidade idealizada. Só que agora entraram na sala. [...] Adivinhar o futuro pelo presente tem seus riscos: há alguns anos qualquer profeta juraria que, no ritmo em que ia, Porto Alegre seria uma cidade completamente sem árvores em pouco tempo. Aconteceu o contrário. Alguém, em algum ponto, por alguma razão, tomou uma medida que reverteu a tendência antiverde e o resultado é que Porto Alegre é hoje uma das cidades mais arborizadas do País. Pode muito bem estar se preparando outro futuro, que esta bola de cristal deformada insiste em me sonegar. Acho que ela vai levar outro tapa.

Luís Fernando Verissimo, na crônica Bola de Cristal

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Nossa Casa


Esta casa é um sonho antigo.
Linda, maravilhosa!
Sonho nosso, de amigos.
Proporcionou muitas viagens lúdicas.
Um dia, este sonho pode se tornar realidade.
O universo conspira a nosso favor.
Quero acordar pra ele, pra ela.

terça-feira, novembro 25, 2008

Simplesmente AMIGOS!







Nascemos, crescemos, nos tornamos adultos e num belo dia, saímos de casa e temos então nosso primeiro emprego.
Aí chegam aquelas temidas preocupações de responsabilidade. Outrora tudo era tão bom, sem questionamentos, sem cobranças, sem contas pra pagar e agora tem alguém nos cobrando às temidas planilhas, o horário de chegada e tudo aquilo que era ainda meio infantil, ficou pra trás.
Sentimos um pouco de medo, de raiva, vontade de voltar a ser criança e ficar “só estudando”, com nossas preocupações escolares, o tema de casa....Mas tudo está lá pra nos fazer voltar à realidade: o trabalho, e com ele, nossos colegas e futuros amigos.
Tudo agora depende de nós, tua família, teus pais, filhos e companheiros. Precisamos encarar a realidade que nos leva ao nosso futuro e a nossa maturidade profissional e pessoal.
Elegemos então nossa segunda família, nossos colegas/amigos/irmãos. Passamos com eles a maior parte do dia, durante todos os dias da semana e por alguns longos anos, e durante muito tempo eles estão ali para nos apoiar, criticar, chorar juntos e claro, brigar também.
Cada um com seu jeitinho especial, amigo e companheiro. Muitas vezes somos obrigados a ter que “aturar” caras feias bem do teu lado – inclusive a tua própria cara – caras de alegria, de divisão de segredos, de divisão da tua vida particular. Amigos que compartilhamos nossos planos, nossas tristezas, alegrias, que vêem teus filhos crescendo, muitas vezes até antes deles terem nascido. Amigos que freqüentam tua casa, ou não, amigos que ficam horas no telefone, enfim, amigos que dividimos toda uma história de vida, afinal passamos juntos uma jornada de 44 horas semanais.
Acredito que vem daí as grandes e boas amizades. Aquelas que conservamos pro resto de nossas vidas. Em que as mágoas e discussões de trabalho, ficam pra trás e o que realmente fica e importa é o laço de amizade. Aquele velho e iluminado laço que é invisível aos olhos, mas essencial ao coração.
No dia 08 de novembro, tivemos um dia maravilhoso de reencontro no jardim Botânico. Fizemos um piquenique e o dia estava lindo. Muitos não compareceram, não puderam ir e com certeza fizeram falta a este encontro.
Em breve voltaremos a nos encontrar em nossa festa de Natal – e espero que TODOS estejam lá – para que possamos dar continuidade e deixar cada vez mais forte nossa amizade.
Queridos e queridas:
Obrigada pela amizade de vocês!
“ Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito”
Bjs e até o próximo encontro.

sexta-feira, novembro 14, 2008

Tempo de lembrar, tempo de sonhar


"Todos nós temos nossas máquinas do tempo. Algumas nos levam pra trás, são chamadas de memórias. Outras nos levam para frente, são chamadas sonhos."


Jeremy Irons

terça-feira, novembro 11, 2008

O Pontal da Hipocrisia



Está marcada para amanhã, se a Justiça deixar, a votação, na Câmara dos Vereadores, do projeto Pontal do Estaleiro. A malandragem costuma adotar expressões modernosas para enganar os incautos: revitalização, embelezamento, criação sustentável de empregos, adoção de um perfil urbanístico de Primeiro Mundo. Tudo conversa fiada. A mesma turma que pretendia se apropriar de quase toda a orla do Guaíba na época do governo Collares, com um papinho semelhante, voltou ao ataque para tentar o golpe do novo milênio. Comprou a área do antigo Estaleiro Só por míseros R$ 7,2 milhões, preço vil em função da lei que impede a construção de prédios residenciais no local, e pretende, mudando a lei, ganhar rios de dinheiro. Estrategicamente, os vereadores deixaram a votação para depois das eleições. A manobra não passou.Depois que escrevi sobre esse assunto, há alguns dias, tenho recebido toneladas de insultos de pretensos modernos. Por favor, mandem mais. Dizem-me que a área é privada. Pois devia ter sido comprada por essa merreca pelo município de Porto Alegre ou pelo Estado. É um espaço que deve ser público. Mais de 20 entidades vêm protestando contra essa privatização do pôr-do-sol. Indicam que haverá engarrafamento na avenida Padre Cacique, bloqueio do sol e do vento e aumento da produção cloacal. A lei estabelece que a orla é área de proteção permanente. O pessoal da grana, que sonha com um janelão à beira do rio, acha que basta mudar a lei. Afinal, eles têm os meios que movem o mundo. Eu já pensei em ter uma cabana no meio do Parcão. Só para deitar na rede e olhar as patricinhas correndo. Não tenho dinheiro para eliminar os obstáculos ao meu projeto. Além disso, teria de ver também as peruas. Outra idéia genial seria um espigão de 50 andares no meio da Redenção. Tudo pela modernidade.Dá para embelezar o Pontal do Estaleiro com jardins, quadras de esportes, bares, restaurantes, teatros, museus e uma infinidade de equipamentos de interesse coletivo. A verdade é que há um novo mecanismo de chantagem na praça. Internacional e Grêmio querem estádios novos ou reformados para a Copa do Mundo de 2014. Só atingirão esse objetivo vendendo os Eucaliptos e o Olímpico. Quem pode comprar condiciona o negócio à mudança da lei para que seja possível construir arranha-céus de mais de 30 andares. O Estaleiro é apenas a ponta de uma jogada para pisotear as leis de proteção ambiental e alterar o perfil urbanístico de Porto Alegre de modo a saciar enfim o apetite vertical dos ganhadores de dinheiro como esporte principal. Atenção, o mundo mudou. Aquilo que se podia fazer 30 anos atrás agora não desce mais redondinho.O cartel dos espigões terá de enfrentar a resistência da população. Estudantes e ambientalistas devem acorrentar-se ao longo do território ameaçado para defendê-lo do avanço inimigo. Parte da mídia faz ouvidos de mercador aos que gritam. Afinal, interesses imobiliários conjugados podem reduzir a liberdade de expressão sem que isso faça corar os jornalistas. Por trás de cada discurso sobre os benefícios da modernidade, sempre tão arrogantes e especializados, esconde-se a mais velha das ambições: ganhar dinheiro fácil e levar vantagem em tudo. A Câmara dos Vereadores vai virar uma Bombonera. Os representantes do povo sentirão o bafo da massa na hora de votar.


O Pontal da Hipocrisia - Juremir Machado, Correio do Povo, 11/11/08

sexta-feira, outubro 31, 2008

terça-feira, outubro 28, 2008

Só uma flor!


"A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la."

Cecilia Meireles

sexta-feira, outubro 24, 2008

Turbilhão!

"Muito do stress que as pessoas sentem não vem de terem coisas demais para fazer. Ele vem de não terminarem o que começaram."-- David Allen

Li esta frase ontem e cheguei a conclusão de que foi feita pra mim. Não tenho tempo pra mais nada, pois:
trabalho fora;


faço bijouterias - muitas, muitas, muitas;


croche e tricô - muito, muito, muito;

decoupage;


comprei uma máquina de costura pra fazer bolsas e muitas coisas com tecido
detalhe: só sei enfiar o fio de linha na agulha - mas eu chego lá!


digito um trabalho de um médico que traduz do inglês para o português para uma revista;
cuido da casa;


e pretendo fazer vestibular pra entrar na faculdade ano que vem - quero MUI-TO estudar de novo e não quero deixar de fazer nada do que já faço.
Pretendia rever algumas coisas e priorizar outras quando..... leio isto hoje:

"Comece a se libertar de uma vez fazendo tudo o que é possível com os meios que você tem, e na medida que você procede neste espírito, o caminho se abrirá para você fazer mais."
--ROBERT COLLIER

Acho que consigo, pois tenho um horáriozinho vago das 24h às 06:30H.
E aí? Aceito sugestões.














Ai Jesus!!! Será que caso ou compro uma bicicleta?









terça-feira, outubro 21, 2008

quinta-feira, outubro 09, 2008

Ainda NO STRESS!!!

DESABAFO DE UM BOM MARIDO
Luís Fernando Veríssimo

Minha esposa e eu sempre andamos de mãos dadas.Se eu soltar, ela vai às compras.Ela tem um liquidificador elétrico, uma torradeira elétrica, e umamáquina de fazer pão elétrica. Então ela disse: 'Nós temos muitosaparelhos, mas não temos lugar pra sentar. Daí, comprei pra ela umacadeira elétrica.Eu me casei com a 'Sra. Certa'. Só não sabia que o primeiro nome delaera 'Sempre'.Já faz 18 meses que não falo com minha esposa. É que não gosto deinterrompê-la. Mas tenho que admitir, a nossa última briga foi culpaminha. Ela perguntou: 'O que tem na TV?' E eu disse 'Poeira'.No começo Deus criou o mundo e descansou. Então, Ele criou o homem edescansou. Depois, criou a mulher. Desde então, nem Deus, nem o homem,nem o Mundo tiveram mais descanso.Quando o nosso cortador de grama quebrou, minha mulher ficava sempreme dando a entender que eu deveria consertá-lo. Mas eu sempre acabavatendo outra coisa para cuidar antes, o caminhão, o carro, a pesca,sempre alguma coisa mais importante para mim. Finalmente ela pensounum jeito esperto de me convencer. Certo dia, ao chegar em casa,encontrei-a sentada na grama alta, ocupada em podá-la com umatesourinha de costura. Eu olhei em silêncio por um tempo, me emocioneibastante e depois entrei em casa.Em alguns minutos eu voltei com uma escova de dentes e lhe entreguei.'- Quando você terminar de cortar a grama,' eu disse, 'você podetambém varrer a calçada.'Depois disso não me lembro de mais nada. Os médicos dizem que euvoltarei a andar, mas mancarei pelo resto da vida.O casamento é uma relação entre duas pessoas na qual uma está semprecerta e a outra é o marido.

segunda-feira, outubro 06, 2008

No stress!!!

que aconchegante é chegar em casa, depois de um dia de trabalho cansativo e............. encontrar a cozinha assim!

sexta-feira, setembro 19, 2008

Aqui eu também posso colher amoras!






Tudo começou no emprego número 2. Na frente do sobradinho, uma amoreira, destas que imediatamente remetem a uma infância saudável. Pensei comigo: a vida é boa Greice, a vida é boa. E me agachei pra "colher" as amoras caídas sobre a casinha da água e os lugares onde ninguém havia pisoteado.OK, não dava tempo, nem tinha jeito de trepar no pé pra pegar as frutinhas, mas por que discriminar aquelas ali se poderia salvá-las? Por que adotar a frescura de uns quando outros passavam ali e pegavam do chão pra comer, na maior felicidade? E foi o que eu fiz. Diariamente comecei a juntar amoras, lavar, comer e compartilhar com os colegas de trabalho.No primeiro dia fiquei tão feliz que coloquei uma imagem de amoras no msn e minha frase dizia: Aqui eu colho amoras! E claro, houve repercussão.Tudo ia bem... até que um dia, chegando no emprego 1, me deparo com uma amoreira.E o que é pior, ela SEMPRE esteve ali!!! MEDOOO Medo porque estou no emprego 1 há mais de 3 anos e NUNCA percebi a tal amoreira. E quando digo que não percebi, quero dizer que a vi, mas não percebi! Por alguma razão que eu nem quero pensar, porque me parece óbvia, eu não percebi... não o suficiente pra tentar salvar as amoras sobreviventes, pra medir o tamanho da árvore, pra balançar o galho, enfim, o que fosse. E nesse dia eu comentei com uma colega-amiga do emprego 1: Que vida é essa que levamos? E ela me respondeu: pois é Grei, às vezes também me pego pensando, perguntando... será que estou VIVENDO ou só passando pela vida?E tudo isso também me fez pensar... porque isso tanto serve para as amoras como pode servir pra tantas e tantas coisas pelas quais tão somente PASSAMOS, mas não percebemos. Duvido que por hora eu tenha tempo de apanhar amoras em 2 empregos, mas uma coisa é certa... um olhar de AMOR hei de lançar pras duas amoreiras!


Este texto maravilhoso foi escrito pela minha mais nova amiga virtual Greice, e resolvi trazer aqui pra vocês. Quando o recebi por e-mail, através de uma lista de amigas, começaram a pipocar retornos e comentários deste saudosismo, desta falta de olhar com amor pelas coisas, que nos passam muitas vezes desapercebidas pela correria da vida. Então, acabou que o bate papo por e-mail acabou virando um fórum, com propostas de trocar idéias para uma discussão saudável, engraçada e às vezes até lúdica (mas quem não é de vez em quando?) e que resultaram também nestas fotos tiradas hoje pela manhã dentro do meu condomínio que é rodeado de ávores, inclusive amoreiras. Lindas!!!!

Espero que um dia a gente possa se reunir e filosofar sobre vários assuntos sentadas na grama, em baixo de uma amoreira, pitangueira, jabuticabeira, ou simplesmente uma árvorezinha sem frutos mas com muita energia (agora fiquei zen!).

Bjs e bom fimdi!



quarta-feira, setembro 17, 2008

segunda-feira, setembro 15, 2008

JUSTIÇA!


Saiba mais sobre este selo AQUI!

quarta-feira, setembro 03, 2008

Porto Alegre. Antes e depois.


"Nunca mais abro a janela do meu quarto, num dia cinza...."

"Mas é claro que o sol, vai voltar amanhã..."




Mesmo lugar, quase no mesmo horário, dias diferentes.
O antes e o depois dos dias de cerração, frio e chuva em Porto Alegre.






















sexta-feira, agosto 15, 2008

SOLIDARIEDADE








A Grazi me madou por e-mail. Achei lindo!
Bom fimdi!



terça-feira, julho 15, 2008

PRAZERES PELA METADE

PRAZERES PELA METADE

(leila ferreira)

Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa,
contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente
uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido ? uma só.
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa. Aí a
vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de
sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes
a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras
pela metade. A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a
imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').
Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os
recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel
ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se
obriga a ir malhar. E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na
vida sem pegar recuperação...
Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e
existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente
sem tesão..
Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado' ? deixar de lado a régua, o
compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o
que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase
mais ou menos assim:
'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'..
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos
(devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores,
vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração
saciado.
Um dia a gente cria juízo. Um dia. Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de
chocolate, um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order', uma caixa
de trufas bem macias e o Richard Gere embrulhado pra presente ? não
necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.


............... na falta de inspiração e tempo resolvi colar este texto que recebi por e-mail, portanto, como na internet nada se cria, tudo se copia e cola (inclusive eu) não sei se é da autora que está descrita acima.
O Richard Gere é por minha conta e risco.

quarta-feira, julho 02, 2008

TRANSBÊBADO



COM A LEI SECA, SIGA AS INSTRUÇÕES ABAIXO:

1. SE FOR BEBER, NÃO DIRIJA.
2. MAS SE QUISER ENCHER A CARA, NÃO QUISER LEVAR UMA MULTA E FICAR SEM A CARTEIRA DE MOTORISTA POR UM ANO.......... CHAMA ELE VAI!

HUAHUAHUAHUAHUAHUA!!!!!!

sexta-feira, junho 20, 2008

Mulher de fases


Até uma certa idade só fui filha.
Depois de algum tempo, além de filha, virei mãe.
Agora depois de muitos anos, sou filha, mãe e....... avó.
É.
Sinceramente é uma condição em que não estou ainda acostumada. Principalmente em dizer em alto e bom som que sou "avó".
Minha lindinha nasceu dia 12, dia dos namorados e se chama Nathalia, e é filha do meu filho mais velho (olha como ela é lindinha!).
Confesso que estou babando por ela apesar de ainda nã0 ter me acostumado com a fase atual.
Mas isso passa e acredito que em breve vou conseguir dizer: "vem com a vó".... ai,ai,ai, (me sinto meio Willy Wonka - Johnny Depp - na nova versão da fábrica de chocolates que não conseguia dizer a palavra "pai")
Quem sabe uma terapia? O que vocês acham? isso passa? é normal?

Que ridículo!

É...... mas esta sou eu. Fresca. Vó fresca...hehehehehe