"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É tempo de travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

Fernando Pessoa







Não sou novela..... mas pode me acompanhar.

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Graziana e Joelson! Enfim, sós!



"Na bruma leve das paixões
Que vêm de dentro
Tu vens chegando".....

Ao som de Anunciação de Alceu Valença, minha amiga Graziana, chega, no dia 11/12/2010,para finalmente oficializar seu casamento. Seguindo então a letra da música:

" A voz do anjo
Sussurrou no meu ouvido
Eu não duvido
Já escuto os teus sinais
Que tu virias
Numa manhã de domingo
Eu te anuncio
Nos sinos das catedrais"

Sim, este amor e esta união já estavam anunciados pelos anjos. A cerimônia estava linda, o universo conspirava a favor com todos os detalhes pois apesar do céu nublado,a temperatura estava agradável com a brisa leve que vinha do Guaiba.Ficamos extasiados com o pequeno discurso da juiza de paz, que a princípio, achávamos que era conhecida da Grazi, pois ela falou coisas tão lindas e que "casaram" literalmente com os noivos.
A organização e detalhes do layout do lugar (Restaurante La Piedra) foi tudo pensado -claro, óbvio - pela Grazi, com fotos do casal espalhadas pelo pátio, pelas mesas do restaurante (eu fiquei com 3).
Uma cerimônia com poucas pessoas, familiares e amigos, mas muito aconchegante e emocionante.
Apesar do cardápio ser chique e extravagante e não agradar muito às crianças, nos divertimos em uma recepção onde pudemos encontrar velhos amigos e compartilhar este momento tão especial na vida da minha amiga.
Amiga esta que admiro muito pela persistência nos seus objetivos, na luta por este amor que estava tão perto e ao mesmo tempo tão longe.
Amor conquistado, sofrido pela distância geográfica mas muito forte pra superar todas as barreiras.
Graziana e Joelson, prabéns, felicidades e que o amor de vocês sempre seja ouvido nos sinos das catedrais!

sexta-feira, dezembro 03, 2010

Papo furado de sexta

Estou aqui numa sexta-feira calorenta pois lá fora está mais de 30 graus - vou sentir falta do ar condicionado quando sair daqui - com muuuuita coisa pra fazer e com uma moleza, uma "lezera" e uma vontade de fazer nada.
Fomos, eu e a turma do trabalho em um almoço de fim de ano de outro setor em que o cardápio foi: "churrasco". O que mais poderia ser "prum" bom gaúcho?
Comida à vontade e bate papo furado do bom. Claro que rolaram alguns comentários e papos sobre serviço, mas sempre pro lado da piada.
O lugar era ótimo, amplo e perto do local do trabalho. Aí o lado ruim e o lado bom. Lado bom: chegamos em seguida; lado ruim: quem gosta de sair em pleno calor de 30 graus e caminhar tres quadras?
Mas a comida e a companhia compensaram o lado ruim.... que nem é tão ruim assim, pois sentimos bem mais a volta onde provavelmente estávamos pesando no mínimo dois quilos a mais cada um.
Tenho uma amiga e colega - que um dia vou fazer um post somente em homenagem à ela - que saboreou a comida como ninguém. O que ela comeu? Em um buffet com mil qualidades de comida, carne à vontade, saladas e especiarias, ela comeu adivinha o quê? feijão com arroz. Porquê? Ahhhh, isto merece realmente um post somente pra explicar esta preferência alimentar tão peculiar em um almoço onde foi oferecido tanta diversidade de comida.
Eu tô aqui, escrevendo pra ver se me acordo, pra mandar a preguiça pra bem longe e fazer com que o tempo passe mais rápido pra eu ir embora, pois ainda tenho que ir à caça de uma "roupitia" pra minha filha de 12 anos. Ela tem uma festa de aniversário amanhã. Tudibom! tenho certeza que vou comprar o modelito e ela vai dizer:"não era assim que eu queria". Mas como diz o meu marido, nem posso reclamar pois ela é tão chata quanto eu, difícil de agradar na escolha de presentes e roupas.
Mas é isso aí gente, chega de papo furado e vamos trabalhar, afinal é pra isso que me pagam.
.... ahhh se minha chefe me pega.... me enforca (não, antes ela faz eu terminar o relatório)hehehehe.

terça-feira, novembro 16, 2010

Ainda dá tempo!

"O que eu penso a respeito da vida

É que um dia ela vai perguntar

O que é que eu fiz com os meus sonhos?

E qual foi o meu jeito de amar?

O que é que eu deixei para as pessoas

Que no mundo vão continuar?"

Jorge Trevisol

quarta-feira, setembro 29, 2010

Simpatia para tirar a barriga



GENTE......DÁ SUPER CERTO!

Separe uma vela branca, um copo d'água, uma imagem de UM Santo de sua devoção e uma fita métrica. Meça com a fita métrica a sua barriga, faça uma marca na fita com uma caneta, antes de enrolar a mesma na imagem do Santo.

Coloque tudo isso aos seus pés e deite-se no chão de barriga para cima.

Toque então com a ponta dos dedos (da mão) na ponta dos pés (que não devem se afastar do chão), dizendo bem alto:

SANTO , ME TIRA ESSA BARRIGA!
Repita isso 500 vezes por dia.
Você vai ver: é tiro e queda!

quinta-feira, setembro 23, 2010

PRIMAVERA! SEJA BEM VINDA!!!!



Canção da Primavera

Primavera cruza o rio
Cruza o sonho que tu sonhas.
Na cidade adormecida
Primavera vem chegando.

Catavento enloqueceu,
Ficou girando, girando.
Em torno do catavento
Dancemos todos em bando.

Dancemos todos, dancemos,
Amadas, Mortos, Amigos,
Dancemos todos até
Não mais saber-se o motivo...

Até que as paineiras tenham
Por sobre os muros florido!

Mário Quintana

segunda-feira, setembro 13, 2010

Bunda! de novo!!!!


“As nádegas correspondem à porção musculosa da parte dorsal traseira do tronco do corpo humano. Também chamada popularmente de traseiro, bunda, bumbum, ou mesmo pelo nome dos músculos que as compõem, os glúteos, além de outros nomes populares e gírias”





Bom, hoje, dia 13 de setembro resolvi postar novamente este assunto sobre esta parte “um tanto quanto chamativa” do corpo da mulher que é.... a BUNDA. É velho.... mas atual, e bem atual.

Me chama a atenção o verdadeiro sentido que tem a bunda feminina para os olhares dos homens e das mulheres, que claro, é totalmente diferente. Fico observando a discrepância com que alguns homens olham, como se fosse a primeira vez que estão olhando ou como se nunca tivessem visto outra bunda antes.
Fico me perguntando: o que será que eles pensam quando olham, quebram o pescoço, babam que nem cachorro faminto quando vêem uma bunda? Já cheguei na idade dos “enta” e ainda não consigo compreender porque este fascínio masculino pelas bundas.
Nas minhas caminhadas pelas ruas de POA, reparo nos homens como reagem quando passa uma mulher bonita, com uma calça bem justa e uma linda bunda. Meu Deus, tem alguns que olham, viram a cabeça, param e se pudessem, acredito que até fariam o sinal da cruz em adoração aquela bunda passante.
E o pior de tudo é que fazem isto com a maior naturalidade, não tem nem vergonha. Porque muitas vezes fica totalmente ridículo, até para outros homens que vêem. Mas estes tipos não estão nem aí e aposto que dizem: Pensem o que quiserem! Vou olhar e pronto. Se pudesse acho que estaria estampado na testa: ADORO BUNDA!
Claro que a maioria gosta geralmente das bundas grandes, perfeitas, empinadas, numa calça bem justinha. Mas a verdade é que a maioria dos homens olham qualquer uma, até daquelas mulheres meio desbundadas. Mas não deixa passar, tem que olhar, mostrar que é macho, que gosta da coisa.
Estes dias, estava subindo a Borges e ia na minha frente uma bunda até que bonita (pro meu conceito de mulher, porque as mulheres notam outras coisas como por exemplo a linda sandália ou a bolsa que a outra está usando) e no sentido contrário vinha um senhor já lá com seus sessenta e tantos anos. Quando a moça passou por ele eu senti que ele não conseguiu resistir. Coitado, chegou a passar a mão na cabeça quase careca e deu um suspiro. Acho que ele deve ter pensado: “Ai,ai....eu ainda gosto disso, que beleza!”. E desceu a rua tranquilamente, mas só que seus olhos cruzaram com os meus e senti que ele ficou meio encabulado, mas o desejo de olhar era tão grande que ele deixou a vergonha de lado e saiu satisfeito.
Dane-se o que pensam as mulheres, dane-se que elas acham ridículo, babaca, eles querem olhar, admirar, sonhar (com muuuuitas coisas....he,he,he,he) pra quando chegar em casa, finalmente “pegar” naquela coisa tão maravilhosamente linda e deslumbrante que é.... a bunda da mulher.

Mas e a bunda dos homens? A gente não repara, não olha? Claro que sim. Mas só que tem quer uma bunda muito bonita pra chamar a nossa atenção, ao menos eu, só olho assim.

quinta-feira, setembro 09, 2010

Labirintite e ....nada



Às vezes passo por aqui e por outros blogs como uma leitora anônima e muitas vezes quero escrever algo, tô com aquela sede, mas fico sempre meditando e pensando no assunto e como eu deveria escrevê-lo. Aí pensa daqui, pensa dali.... não sai nada. Sempre acho que já devo ter alguma coisa em mente, um assunto atual, uma noticia da hora ou alguma coisa que seja novidade. Há, aí é que a coisa fede, pois se eu não escrevo diariamente e nem ao menos navego por um período em que eu possa me atualizar, como é que eu vou postar alguma novidade? dããã
Então hoje resolvi escrever sobre nada, ou sobre o que estou pensando agora, nos meus últimos dias da semana passada quando tive uma crise horrível de labirintite.
Achei que isso fosse coisa de gente mais velha (quem sabe eu já "estou mais velha" e ainda não percebi...hehehe), mas isso acontece comigo já ha algum tempo - inclusive quando eu era mais nova. Por um tempo achei que tinha ficado boa, curada, mas de uns seis meses pra cá tudo voltou novamente e a última crise que tive foi hor-rí-vel!!!! Algumas pessoas descrevem esta sensação como se estivesse bêbado. Bom acho que da próxima vez vou beber pra curtir....hehehehe. Só sei que passei muito mal, chamei o "ugo", e também os irmãos dele (zézinho e luisinho).
Bem, esta coisa ficou comigo durante uma semana e foi durante uma semana que não fiz nada a não ser ficar deitada vendo TV e esperando a tonteira passar.
Mas nem tudo foi tão ruim. Aproveitei pra ver alguns filmes na sessão da tarde (não consegui ver todos até o fim, pois o "tonto" não deixava), mas sabe quando a gente está trabalhando como louca e dá aquela vontade de estar em casa, deitada, só vendo TV e fazendo nada? pois é, eu desfrutei deste prazer, meio a contra gosto, mas desfrutei. Foi bom, pois se eu estou em casa e estou bem, sempre acho alguma coisa pra fuçar e acabo não descansando. Foi uma semana de descanso muito boa, apesar de não muito proveitosa, mas foi.
Assisti ao Anonymos Gourmet com suas receitinhas fáceis e maravilhosas (mas só pra ver, não pra fazer....heheheh), assisti ao NetGeo que é um canal ótimo de se assitir quando não se tem mais nada pra fazer, ha, e claro, dormindo, acordando, dormindo de novo. E foi assim, neste ritmo lento e quase parando que passei quatro dias em casa, na boa.
Como diz o outro (não sei quem é o outro): a gente sempre tem que ver o lado bom da coisa, e o lado bom da labirintite foi a folga forçada, mas foi.
E valeu!!!

quinta-feira, agosto 26, 2010

Casa na árvore

Domingo estava em um churrasco na casa da minha sogra e comecei a analisar o tamanho do pátio que ela tem nos fundos. Fiquei muitas vezes imaginando uma casa construida ali, mas sempre reflito sobre de como seria esta construção visto que ela tem uma enorme amoreira (que não dá frutos, pois dizem que ela é "macho") e uma jabuticabeira linda.
Aí, é claro, joguei no google: construção de casas e olha só a surpresa linda que encontrei.
Sempre achei que "casa na árvore" fosse coisa de criança, mas agora sei que também é coisa de gente grande.
Tirei estas imagens do site Casanaarvore.com. Entrem lá e confiram.
Eu quero uma pra mim!!!







quinta-feira, agosto 19, 2010

quinta-feira, agosto 12, 2010

Tortura

Sakineh Mohammadi Ashtiani, mãe iraniana, pode ser executada a qualquer momento.
9 de julho de 2010: Mohammad Mostafavi, advogado de Sakineh Ashtiani, disse à AFP:
"ainda não fui informado de qualquer suspensão da sentença. Minha cliente continua na prisão."
Uma mulher iraniana encara a morte após ser torturada por um suposto adultério.

Em 2006, Ashtiani foi condenada por ter mantido .relações ilícitas. e recebeu 99 chibatadas. Desde então, esta mulher de 43 anos está na prisão, onde se retratou da confissão feita sob a coerção das chicotadas.

Só recentemente é que ela foi levada ao tribunal e recebeu um novo julgamento. De novo ela foi condenada e, desta vez, apesar de já ter sofrido uma punição, foi sentenciada à morte por apedrejamento. Essa prática desumana envolve enrolar firmemente a mulher, da cabeça aos pés, com lençóis brancos, enterrá-la na areia até os ombros e golpeá-la à morte com pedras grandes.

Ontem, no final da tarde, o governo do Irã negou a informação de que Ashtiani seria executada por apedrejamento, embora sua sentença de morte ainda possa ser levada a cabo por outro método, provavelmente o enforcamento.

Os ativistas dos direitos humanos no Irã, incluindo a Anistia Internacional, duvidam da veracidade dessa declaração e continuam preocupados com o destino de Ashtiani.

Não podemos deixar Ashtiani tornar-se mais uma vítima do tratamento aviltante e desumano dispensado às mulheres no Irã, que se tornou uma realidade cotidiana. Faça sua voz ser ouvida e encoraje outras pessoas a fazer o mesmo

Tome uma atitude contra a prática do apedrejamento; tome uma atitude contra o abuso de mulheres, assine esta petição.
O poder das vozes
De 1982 a 1984, ainda adolescente, fui uma presa política na Prisão Evin, em Teerã. Fui torturada, estuprada e vi meus amigos sofrerem ou até morrerem. Tantas vidas jovens e inocentes devastadas ou perdidas. Mas o mundo continuou como se nada tivesse acontecido. Nós nos sentíamos abandonados e esquecidos em Evin.

Numa quinta-feira de manhã, 25 de março de 2010, um belo dia ensolarado, eu estava no campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, e vi uma pequena estrada espremida entre duas fileiras de edifícios de tijolos vermelhos. Em vez dos frágeis galpões de madeira que eu tinha visto nos outros campos, aqueles eram bem construídos e pareciam resistentes. Inúmeros ônibus de excursão estavam no estacionamento, e por toda parte havia turistas de diferentes idades e nacionalidades. Eu fazia parte de uma excursão organizada pelo Centro de Estudos sobre o Holocausto Simon Wiesenthal. Os pássaros cantavam sob o sol pálido, e eu captava no meu fone de ouvido a voz clara de nossa jovem guia turística, Anna, que era competente e profissional - mas eu não estava escutando. Os tijolos de Auschwitz eram quase da mesma cor dos de Evin. Eu estendi a mão para tocá-los, mas as lágrimas me cegaram. Nós tínhamos acabado de ver pilhas com milhares de sapatos das vítimas de Auschwitz, e eu me lembrei que, em Evin, os guardas tomaram meu tênis Puma vermelho e branco, e me deram chinelos de borracha no lugar. Onde estariam os meus tênis e os dos meus amigos? Teriam sido destruídos? Entramos num galpão onde havia uma sala iluminada e espaçosa com uma mesa de madeira no meio e algumas cadeiras ao redor. Anna explicou que aquela sala era usada para julgamentos arbitrários, e que a maioria dos prisioneiros ali julgados eram condenados à morte e executados no pátio atrás do edifício. Na prisão de Evin, o juiz da sharia que me condenara à morte havia provavelmente se sentado numa sala parecida, tomando chá enquanto emitia os veredictos. Minha sobrevivência foi um milagre, mas nem todos tiveram a mesma sorte.

As prisões políticas do Irã, inclusive Evin, ainda estão em relativa operação. No Irã, as pessoas são torturadas e executadas diariamente. Quando as atrocidades acontecem, aqueles que se mantêm em silêncio e não falam ou agem contra o mal viram seus cúmplices. Não podemos esperar que os governos promovam uma mudança verdadeira. Eu acredito no poder do indivíduo. Cada um de nós pode fazer do mundo um lugar melhor, mesmo que seja um passo de cada vez. Podemos criar uma pequena onda que vá crescendo e um dia se transforme em um tsunami.

Sakineh Mohammadie Ashtiani foi condenada à morte no Irã. Como ela, há muitas outras pessoas definhando em celas que mais parecem túmulos, talvez sofrendo mortes excruciantes. Elas não estão sozinhas ou esquecidas. Mesmo que não saibamos os seus nomes, estamos com elas. Não acredito em violência, mas creio no poder das vozes reunidas em uma só. Vamos fazer com que nossas vozes sejam ouvidas.

Marina Nemat é autora de "Prisioneira em Teerã". Seu segundo livro de memórias, .Depois de Teerã., será publicado nos Estados Unidos em setembro.

do site:http://www.liberdadeparasakineh.com.br/

segunda-feira, julho 26, 2010

Vó Alverinda e Vó Elvira


Hoje, mesmo que a minha familia seja grande e que nela haja muitas "vovós" (e eu sou uma delas), dedico este post inteiramente às minhas duas avós queridas, que já se foram e não estão mais aqui conosco partilhando de nossas vidas.
Com elas, vivi minha infância e adolescência, aprendi muito: ser honesta, ter capricho em tudo que se faz, ser gentil, aprendi a fazer arroz (não esqueço da imagem de minha avó sentada na cozinha se abanando com o leque pela falta de ar e me ensinando como fazer o arroz), a gostar de tomar banho TODOS os dias (quem já não foi criança e de vez em quando brigava pra não ir pro banho?).
Sinto muita saudade das duas, apesar dos anos se passarem, e de todo mundo dizer que só o tempo ameniza a falta que temos das pessoas que perdemos.....
Concordo que até ameniza, mas não diminui, principalmente quando já estamos adultos, temos filhos e até netos e sentimos aquela necessidade de deitar e de pôr a cabeça num colinho de vó.... como era bom..... que saudade das minhas véias
saudade da comidinha, do feijãozinho temperado só com sal e azeite (e que não tinha igual), do "troquinho" que eu ganhava que elas sempre tinham separado pra mim quando me viam, saudade de fazer as unhas da minha vó Elvira, que sempre sempre foi muito vaidosa, saudade de dizer pra minha vó Alverinda não usar uma roupa em cima da outra, sem a menor cerimônia (ela não era nada vaidosa), saudade de brincar de espada com um cabo de vassoura com ela no corredor de casa.....
Saudades, saudades..... e ótimas lembranças - que o tempo ameniza, mas que nunca acaba e nem diminui!

Um beijo a todas as vovós pelo seu dia!

domingo, julho 11, 2010

Sempre há uma saída. É só querer!



roubei este post do blog da Renata.
Recomeçar. É só querer!

e pra finalizar, minha amiga Rosa me envou o linck onde diz que esta frase é do Chico Xavier.... obrigada Rosinha!

terça-feira, junho 22, 2010

Maluca eu?




E daí quando tu me espera, a pessoa surta!
Tu tá ali conversando na boa e do nada ela se indigna, infla, os olhos quase saltam da cara e tu...... what?
quando tu acha que tá numa conversa amigável, na boa, surge aquela expressão de loucura e tu começa a achar que errou ou disse alguma coisa incoveniente.
faz um flashback do que tu falou e.... nada! onde foi que eu errei?????
Jesus me abana!
E aí quando tu menos espera, de novo, do nada, a pessoa tranquiliza, como se absolutamente nada tivesse acontecido.
Assim, normal.
Aí tu faz cara de bobo, concorda e sai de fininho.
Vai que o maluco tem uma arma escondida e sai disparando tiro pra tudo que é lado?
É, exagerei.... vai saber.
Muito doido!

sexta-feira, maio 28, 2010

AmAdo



queria colar o vídeo que ela canta em Paraty, que é lindíssimo, mas o "seu youtube" não deixou.
De qualquer forma este também vale à pena. A música é linda e apaixonante.... e ela é maravilhosamente linda cantando.

Bjs e bom fimdi!

quarta-feira, maio 12, 2010

segunda-feira, maio 10, 2010

Dia das mães: um dia depois

Um dia após o dia das mães, que é um dia onde sempre almoçamos com d. Lady, minha mãe, fico analisando a nossa situação atual.
Geralmente ela tem ido alguns finais de semana lá pra casa e claro, neste em especial no dia das mães, ela foi pra lá na sexta-feira.
Não teve a companhia de todos os filhos, muito pelo contrário, na hora do almoço, teve somente a minha companhia e de dois netos, a minha sobrinha Jéssica e do meu filho Marvin.
Alguns não puderam estar junto com ela porque a vida com seus compromissos os separou, mas os outros, não estiveram presentes por que não quiseram mesmo.
Almoçamos nós quatro uma costelinha de porco (que ela adora!) e frango assado. De acompanhamento tivemos arroz. E só. Não tive tempo de fazer salada e esta carne, comprei pronta, mas minha irmã se encarregou de deixar muita sobremesa pronta como pudim e mousse de morango. É, eu realmente sou muito prática em relação a cozinhar: se dá pra comprar pronto, vou lá e compro, senão, encaro as penelas.
Mais tarde fomos para o aniversário de um aninho do Gabriel, filho de minha sobrinha Patricia.
Foi um dia das mães meio atípico. Aquele famoso almoço que fazíamos há anos, juntando quase todos os filhos e netos, quase não acontece mais.
É uma pena, pois apesar de serem sete filhos, a única estar com ela, foi eu. Minha irmã chegou mais tarde, pois ela é avó do Gabriel e teve que dar um hellp na festa. A filha que com certeza estaria com ela, mora em Brasília e claro, não pôde vir.
Não falo isto pra ter a aprovação e nem reprovação de ninguém, faço somente um comparativo dos dias atuais e dos anos anteriores onde a maioria da família estava reunida e hoje em dia isto ocorre somente quando há aniversários, e olhe lá.
Eu também já tive minha parcela de abandono, de não estar presente em algumas ocasiões e também lembro que em algumas vezes eu passei o dia das mães longe dela.
É uma pena, pois ela sempre gostou de reunir a família, de fazer aquela comilança pra esperar todo mundo, e hoje, só resta a ela, que alguém a leve a algum lugar para estar junto com os outros.
Mas nem tudo é ruim. Eu e minha irmã Elaine, ficamos sempre muito satisfeitas quando ela vai lá pra casa, pois recebe todo o tratamento que uma mãe deve receber sempre, todos os dias.
Ganha café na cama, comidinha na bandeja, massagem, carinho, atenção e presença de alguns netos que no dia a dia estão distantes.
Eu disse à minha irmã na cozinha, enquanto minha mãe estava no quarto: “A Lady, parece uma dondoca, só sabe pedir né?” e rimos as duas de satisfação, pois isto que oferecemos a ela, ainda é muito pouco em relação a tudo que ela nos deu e dá durante uma vida inteira.

sexta-feira, maio 07, 2010

Retrato de Mãe




"Uma mulher existe e que, pela imensidão de seu amor, tem um pouco de
Deus, e muito de anjo, pela incansável solicitude dos cuidados com os seus;
uma mulher que, ainda jovem, tem a tranqüila sabedoria de uma anciã e,
na velhice, o admirável vigor da juventude;
se de pouca instrução, desvenda com intuição inexplicável os segredos da vida e, se muito instruída age com a simplicidade de menina;
uma mulher que sendo pobre, tem como recompensa a felicidade dos que ama, e quando rica, todos os seus tesouros daria para não sofrer no coração a dor da ingratidão;
sendo frágil, consegue reagir com a bravura de um leão.
Uma mulher que, enquanto viva, não lhe damos o devido valor,
porque ao seu lado todas as dores são esquecidas; entretanto
quando morta, daríamos tudo o que somos e tudo o que temos para vê-la de
novo ao menos por um só momento, receber dela um só abraço,
e ouvir de seus lábios uma só palavra.
Dessa mulher não me exijas o nome, se não quiseres que turve de lágrimas
esta lembrança, porque... já a vi passar em meu caminho.
Quando teus filhos já estiverem crescidos, lê para eles estas palavras.
E, enquanto eles cobrem a tua face de beijos, conta-lhes que um humilde
peregrino, em paga da hospedagem recebida, deixou aqui para todos o
esboço do retrato de sua própria mãe."

Tradução do original de D. Ramóm Angel Jara - Bispo e Orador


Dedico este poema que recebi por e-mail da minha irmã, à minha mãe que durante toda sua vida, sempre foi uma guerreira com os filhos e há quinze anos, já estando com idade bem avançada, assumiu os netos Juliano e Jéssica que tem hoje 15 anos. A Jéssica tem necessidades mais que especiais, já contei a história deles AQUI. Se não fosse a D. Lady, talvez ela não estivesse tão bem cuidada e não estaria conosco este tempo todo.
Mãe, obrigada por tudo!
Te Amo!

sexta-feira, abril 30, 2010

Fases

Estou numa fase de transição na vida.
Muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo. Algumas boas, outras nem tanto. Não posso dizer que as outras são ruins. Foram no momento que aconteceu, mas passou, ou está passando, ou nunca vai passar. Tomara que a ferida feche, que cicatrize, pois se ela abrir, vai doer.
Das coisas boas que aconteceram, uma delas é que voltei a estudar.Estou fazendo faculdade, aos 40 e muitos. E está sendo ótimo, conhecer novas pessoas, muita leitura, estudo, correria, pouco tempo pra diversão. Mas está sendo bom, muito bom.
Quanto às coisas ruins...... prefiro deixar passar e curar. Só assim dá pra seguir em frente.
Prefiro aguardar o que o futuro me reserva. Tenho boas perspectivas, sou otimista. Só falta pôr em prática. Mas um dia eu aprendo.

Li esta frase hoje no blog da minha amiga Gabi e trouxe pra cá, pois serviu como uma luva:

“Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo. Se sentir saudades do que fazia, volte a fazê-lo. Não viva de fotografias amareladas… Continue, quando todos esperam que desistas. Não deixe que enferruje o ferro que existe em você. Faça com que em vez de pena, tenham respeito por você. Quando não conseguir correr através dos anos, trote. Quando não conseguir trotar, caminhe. Quando não conseguir caminhar, use uma bengala. Mas nunca se detenha”

Madre Teresa de Calcutá

terça-feira, abril 27, 2010

DOE PALAVRAS

Recebi esta mensagem por e-mail hoje e achei super interessante, rápida e fácil. Uma maneira de enviar mensagens para que façam bem as pessoas, e que às vezes só precisam de uma palavrinha para ter coragem de suportar os tropeços e dificuldades que a vida tem. Acessem o linck abaixo e enviem vocês também uma mensagem. Não custa nada.


O Hospital Mário Penna, em Belo Horizonte, que cuida de doentes de câncer, lançou um projeto sensacional que se chama "DOE PALAVRAS". Fácil, rápido e todos podem doar um pouquinho. Você acessa o site AQUI, escreve uma mensagem de otimismo, curta (como twitter) e sua mensagem aparece no telão para os pacientes que estão fazendo o tratamento. Bela iniciativa, uma ideia simples e que faz diferença para muita gente

ACESSE AQUI!

segunda-feira, abril 26, 2010

Tudo a seu tempo!




“A mulher não decide tudo de uma vez, mas nunca deixa de decidir.

Segue a vida por capítulos.
Acompanhar seu raciocínio é entender que o dia de hoje será completado amanhã.
Atende outro calendário, talvez o dos maias ou dos incas.
Não arrisque bebê-la de um gole.
Muito menos lento demais.

Não é como o homem que toma atitudes definitivas a cada manhã
para sofrer em seguida e remoer o orgulho em silêncio.
Ele não pretende justificar suas escolhas.
A mulher não cansa de explicar para desvendar novos motivos."

Carpinejar

roubei lá do blog da ANA e trouxe pra cá. Como sempre, serviu como uma luva.