"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É tempo de travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

Fernando Pessoa







Não sou novela..... mas pode me acompanhar.

segunda-feira, agosto 20, 2007

Besteirol!!!




Tu sabia que:

- já varri pra baixo do tapete (literalmente!!!)
- não como salada de fruta em restaurante (que frescura!!!)
- tenho mania de morder o lábio
- gosto de combinar roupa, sapato, bolsa, acessórios, etc....
- não sei fingir quando não gosto de alguma coisa
- já menti pra não magoar
- só durmo com a tv ligada
- tenho medo do escuro
- gosto de presentear (até pra quem não conheço pessoalmente)
- não vivo sem cremes e perfumes
- não gosto de cozinhar (esta é novíssima!!!)
- belisco tudo antes da janta pra não jantar
- sempre acho que poderia ter feito algo melhor do que fiz
- no inverno só tomo banho escaldante
- quando digo traz um refri, quero dizer: coca-cola ou coca-cola, certo?
- tenho mania de ler dois livros ao mesmo tempo
- adoro dizer “te amo”

sexta-feira, agosto 17, 2007

- Juramento de Hipócrates -
"Eu, solenemente, juro consagrar minha vida a serviço da Humanidade. Darei como reconhecimento a meus mestres, meu respeito e minha gratidão. Praticarei a minha profissão com consciência e dignidade. A saúde dos meus pacientes será a minha primeira preocupação. Respeitarei os segredos a mim confiados. Manterei, a todo custo, no máximo possível, a honra e a tradição da profissão médica. Meus colegas serão meus irmãos. Não permitirei que concepções religiosas, nacionais, raciais, partidárias ou sociais intervenham entre meu dever e meus pacientes. Manterei o mais alto respeito pela vida humana, desde sua concepção. Mesmo sob ameaça, não usarei meu conhecimento médico em princípios contrários às leis da natureza. Faço estas promessas, solene e livremente, pela minha própria honra."

Há alguns dias perdemos uma colega, do dia pra noite. Começou com uma dor de cabeça, foi consultar e o médico diagnosticou enxaqueca (sem pedir nenhum exame) e mandou embora. Dois dias depois ela internou, entrou em coma e morreu. Em plena atividade na vida.
O que pensar destes profissionais da saúde? O que eles querem? Reclamam tanto que a profissão não deixa nenhum médico rico, mas porque então, fazem medicina? Com certeza não é pra seguir fielmente o juramento dito por eles quando se formam.
Infelizmente não consigo entender.
Há dois meses e meio meu filho teve outra crise da anemia. Na época, passei muitos dias sem postar e nem comentei aqui por que esta foi uma das piores crises da vida dele e eu fiquei muito mal. Super pra baixo.
Alem de ser a pior crise, eu estava sozinha em casa. Meu marido tinha ido viajar exatamente naquele dia, me sentia completamente capenga.
Ele trabalhou o dia inteiro com dor e de noite depois de jantar, lá pelas 23h, a dor já era insuportável e decidimos chamar a SAMU. Só conseguimos ir pro hospital a uma e meia da madrugada porque implorei pra ambulância da SAMU nos levar. Eles carregam pacientes somente em estado gravíssimo, caso de vida ou morte, o que não era o caso do meu filho, apesar dele estar urrando de dor mesmo depois de ter tomado uma dose de morfina.
Com certeza o motorista e a enfermeira (não é nem o médico que vai até tua casa) ficaram com pena de nós, aí nos levaram.
Chegamos ao hospital no meio da noite, muito fria, fazia uns 5 graus e esperamos pelo atendimento que felizmente não demorou.
Enquanto ele aguardava em uma cadeira de rodas, depois de medicado, pois todos os leitos estavam ocupados, ele gemia e chorava de muita dor nas pernas. Não tinha acomodação que o fizessem melhorar.
Eu insistentemente corria atrás das enfermeiras pra dar remédio pra dor, mas nada adiantava, a dor desta vez foi insuportável.
Enquanto todos os pacientes estão ali sendo atendidos pelas enfermeiras, o médico, claro, vai deitar pra dormir e esperar pelo próximo paciente que chega pra ser avaliado e encaminhar pra medicação.
Eu, como não sei esperar enquanto o médico tira um cochilo (sou chata mesmo), vou atrás da enfermeira e insisto pra falar com ele. Ela com muita má vontade, depois de tanto eu insistir, vai chamá-lo.
Agora ele vê que ele realmente precisa de um atendimento mais eficaz, de um leito pra colocar aparelhos e monitorar os batimentos, respiração etc. São seis horas da manhã quando conseguimos isto.
As sete horas ligo pra médica dele e digo que estamos lá no hospital esperando por ela. Ela chega às oito trazendo um frio de 3 graus que faz lá fora. Não é muito bem quista por alguns mesmo sendo chefe da hematologia, pois já chega dando ordens e pedindo quase um atendimento especial pra ele.
Ela o trata desde pequeno e tem uma afeição especial por nós. Mais tarde chega a equipe da hematologia pra cuidar dele. Tenho alguns privilégios, pois conheço e tenho amizade com muita gente daquele hospital. Então uso meu QI (quem indica) pra que meu filho tenha um atendimento rápido e eficaz. Fico lá dentro daquela emergência lotada com ele, segurando sua mão e rezando pra que aquela dor passe o quanto antes. Desta vez estou um farrapo por dentro. Ele chora, grita e nenhum remédio que tome alivia as dores por mais de 20 minutos. Ele toma morfina, codeína e todas as inas possíveis e nada.
Meu Deus, desejo que tudo aquilo passe pra mim. Mordo o lábio, digo pra ele respirar, ter calma, não ficar tenso. Mas nada adianta. A dor é insuportável.
Saio do hospital no meio da tarde enquanto minha irmã ocupa meu lugar ao lado dele. Vou pra casa e tento descansar, dormir um pouco pra depois voltar. Mas quem disse que consigo? PQP!!!! Logo eu que sou tri dorminhoca, agora que preciso, não consigo. Só consigo chorar. Tento não chorar muito pra que ele não perceba, mas desta vez eu preciso, necessito morrer chorando. Tiro um cochilo e novamente volto ao hospital.
Fico até tarde da noite, saio sozinha pois meu marido ainda não voltou de viagem. Me sinto ainda mais sozinha.
Desta vez só eu e minha irmã revezamos as idas ao hospital. Não posso ficar o tempo todo porque também tenho que trabalhar e uma filha de oito anos em casa me esperando. Mas aproveito o privilégio de ter colegas, chefe e sogra que seguram as pontas pra mim.
Mas Deus nunca me abandona. Minha irmã trabalha neste hospital, eu conheço meio mundo lá dentro (mesmo tendo que correr atrás dos médicos o tempo TODO) e sem perder a fé em Deus.
Vou a igreja e rezo pra Santa Teresinha. Não é que somos abençoados mesmo? Todo dia 30 de cada mês tem uma missa especial em homenagem à ela. E adivinha que dia era este? Exatamente dia 30, dia de Santa Teresinha. Fico pra missa, rezo, choro, peço e imploro pra que a dor dele passe o quanto antes. Levo uma rosa pro hospital e na hora de ir embora, deixo a rosa com ele.
No outro dia quando volto, ele me diz: “Mãe, apaguei. Dormi a noite toda.”
Sim, eu tinha certeza de que ela me atenderia. Mas ele ainda continuava na emergência, com muita dor, misturado com um monte de pacientes amontoados, quase que todos ocupando um único e enorme leito.
E ainda quero o melhor pra ele e vou usar de toda minha influência e de meus amigos pra que ele saia dali, que vá pro quarto.
Durante alguns dias, falei com algumas pessoas influentes, amigos antigos, fui na ouvidoria mas nada ainda tinha sido feito.
Então em uma tarde, sentada na frente do computador no meu serviço, tive uma idéia luminosa.
Mandei um e-mail pro vice presidente do hospital, que foi meu chefe. Como não lembrei disto antes? Bom, não importa. Aquela era a hora.
Mandei. Não obtive resposta. Saio e vou até o hospital pra ficar com ele até à noite.
A médica da emergência me diz que ele terá alta no outro dia.
Como assim? Ele ainda está com dor, precisa de mais tempo aqui com certeza.
De novo, não aceito qualquer decisão que não seja a melhor pra ele.
Vou atrás do médico dele.
Quando o encontro ele me diz: “Pois é, hoje o Marlon já está indo pro quarto. A Dra. Lucia acabou de receber uma ligação do vice presidente e ele vai internar, já tem leito pra ele.”
Meu Deus! Ele me ouviu e atendeu meu pedido. Quase grito de alegria, mas me contenho.
Tá, quem aí não acredita na luta, na fé e perseverança?
Eu acredito. E corro atrás dela pra elas não esqueçam de mim.
Tudo certo. Internação, médicos no quarto, equipe da hematologia, equipe da dor, transfusão sanguínea, remédios, etc.
Tranqüilo. Agora vou pra casa um pouco mais descansada.
E tudo isto durou exatamente 12 dias. Correria, subindo e descendo escada, correndo atrás de médico, mandando e-mail pro vice presidente do hospital (e sendo atendida), trabalhando pingado, e muito, mas muito cansaço.

E novamente chego a conclusão de que consegui tudo isto depois de usar todos os meus QIs pra ele ser atendido como realmente merecia e como qualquer paciente deveria ser atendido e não é. Infelizmente.
Mas pra conseguir tudo isto, passei na frente de muita gente, furei a fila, usei e abusei de toda minha influência de amigos pra ter tudo o que eu queria e penso que isto nunca deveria ser assim, acho que todos os pacientes merecem tratamento igual, merecem respeito e ótimo atendimento médico. Mas infelizmente não é. Ao mesmo tempo em que me sentia aliviada por conseguir ver que todo meu esforço estava dando certo, me sentia mal também. Mal por saber que se tu conchece alguém, se tem influência seja lá em que área for, sempre há um jeitinho de conseguir as coisas. Eu usei e abusei pra ver tudo funcionar com o Marlon, era a saúde dele que estava em risco, mas e os outros pacientes? Quem cuida deles? Os médicos "hipocráticos"? Duvido.

Depois de alguns dias, passo um e-mail para o vice presidente do hospital agradecendo pela pronta ajuda que ele me deu e ele responde:

“Luisa, de que vale passar nesta vida sem afeto .......
Todos nós, e especialmente o Marlon, saímos melhores, não é mesmo?”


De quê vale?

Pra mim, de nada! Ainda bem que eu os conquistei e tenho como preciosidades em minha vida.
Mas e os outros "dotô"? Precisam do afeto dos médicos também pra serem bem atendidos? É preciso incluir esta cadeira urgente na universidade.......... da vida.

E que da próxima vez, que a crise, que é inevitável, infelizmente, demore muito, mas muito tempo e que não seja tão longa, duradoura e dolorosa como foi esta. Ou que seja descoberta uma cura pra Anemia Falciforme.

terça-feira, agosto 14, 2007

segunda-feira, agosto 06, 2007


De 1 a 07 de agosto é a semana mundial da amamentação, então, no blog da Denise, começou uma blogagem Coletiva da Semana Mundial da Amamentação. Eu, como mãe coruja que sou e a favor do aleitamento materno, resolvi participar e contar aqui a minha experiência de amamentar meus três filhotes .

Meus três filhos têm idades bem distintas e claro, minha idade e experiência de vida, consequentemente, foram bem diferentes a cada nascimento. O Marlon tem 25, Marvin tem 19 e Camile tem 8 anos. Quando cada um deles nasceu, passei, como toda mãe, pelo processo da amamentação. Como amamentar, o que comer, o que não comer, tomar muito líquido, não ter preocupações para o leite não secar, enfim, muitas dicas, palpites de sogra, mãe, vizinha e escambau. Quando o Marlon nasceu eu o amamentei somente alguns dias, a avó dele dizia que eu tinha pouco leite, que era fraco e o guri realmente não parava de chorar de fome. Descobri isto porque uma vizinha se ofereceu pra amamentá-lo. Cheguei na casa dela e, meu Deus, os peitos dela pareciam dois melões enormes e fartos de leite. O guri mamou e dormiu a tarde toda. Conclusão: ela virou mãe de leite dele por um longo período e eu, fiquei só na vontade e muito grata à ela. Quando o Marvin nasceu eu disse: vou amamentar! Não quero saber de ninguém dando palpite e pronto. No início eu tinha muito leite, mas depois de dois meses, estupidamente sem saber, comecei a tomar anticoncepcional e claro, o leite foi acabando. Conclusão: não pude amamentá-lo mais e ele passou pra mamadeira. Agora era a vez da Camile. Meu sonho de amamentar era enorme, o que me fez lutar e não dar ouvidos a todos os palpites de mãe, sogra, amigas e insistir na amamentação dela. Agora eu já sabia que não poderia tomar um anticoncepcional normal pois ele secaria meu leite, sabia que eu deveria insistir sem dar mamadeira e principalmente ter muita paciência e acreditar que eu conseguiria. E consegui. Finalmente depois de muito insistir, consegui realizar meu sonho de amamentar um de meus filhos. É inexplicável a sensação maravilhosa que a mulher tem ao segurar aquela coisinha pequenina no colo e dar o peito à ela. Pra mim, até hoje, foi a melhor sensação de prazer que tive. Sensação de amor, cumplicidade que só mãe e filho conhecem e desfrutam. Saber que se pode alimentar o próprio filho simplesmente dando a ele o peito e ao mesmo tempo o vacinando naturalmente contra muitas doenças. O recomendado pela maioria dos médicos, é de que se amamente por no mínimo seis meses. Alguns médicos recomendam que se amamente o maior tempo possível, passando até os dois anos de idade. Com a Camile foi exatamente assim. Mamou até dois anos e dois meses. Minha insistência deu certo e confesso, fui a mãe mais feliz do mundo. Quando voltei ao trabalho depois de minha licença maternidade, meus seios inchavam e quase estouravam de tanto leite, mas como eu trabalhava dentro de um hospital, eu ia ao banco de leite e recolhia o leite pra depois levar pra casa.
Quando eu chegava em casa e ela me via, ela já saia dizendo: mamá, mamá. Ela só enxergava na frente dela, dois enormes peitões cheios de leite e mais nada. Mal dava tempo de eu ir ao banheiro pra limpar o peito e oferecer à ela. Quando eu resolvi deixar de amamentar, confesso que foi uma decisão difícil pra mim, mas eu tinha que fazer pois já quase não sobrava tempo pra mais nada que não fosse dar o peito à Camile. Apesar do prazer e da enorme sensação de bem estar que aquilo me trazia, optei por parar, pois o tempo da amamentação já tinha sido mais do que suficiente pra nós duas.
Pra mim, de poder realizar meu grande sonho e pra ela, por trazer todo o benefício que o leite materno dá a uma criança.
Foi maravilhoso enquanto durou!
As fotos não estão boas, pois não tive como escanear, então, tirei foto das fotos mas mostram as fases desde o primeiro dia no hospital até os dois anos de idade.


































sexta-feira, agosto 03, 2007

Super dica pro findi!


Tá. Segunda tem assunto sério.
Bom findi!

segunda-feira, julho 30, 2007

Só Catina!



Quando éramos pequenas, sempre fomos muito unidas e mantemos esta união até os dias de hoje, mesmo com a distância de muitos kilometros que nos separam.

Felizmente a distância não nos afastou, muito pelo contrário, estamos sempre e cada vez mais ligadas uma à outra.

Eu e minha irmã, Catina. Este apelido ficou desde sempre, eu teimei em continuar chamando ela assim, apesar dela detestar quando pequena. Muitos dos nossos amigos de hoje não a chamam pelo nome próprio, Cristina, e sim de Catina. Ela acabou se acostumando, não teve jeito.

Eu sou mais velha um ano e sete meses. Ela sempre brinca com este período exato que sempre respondo quando a pergunta é quanto tempo de diferença temos uma da outra. Quando íamos pra creche, algumas pessoas achavam que éramos gêmeas.

Brincávamos só nós duas, mesmo tendo mais irmãos mais velhos e mais novos. Mas tínhamos nosso mundo particular. Pra brincar, pra brigar aos tapas e puxões de cabelos e pra ter nossos segredos. Não permitíamos que ninguém entrasse nele, claro, isto até a adolescência, daí decidimos cada uma ter suas proprias amizades, sem perder a nossa.

Quando ela se mudou para Brasilia, foi como se um pedaço de mim também tivesse ido com ela. Aquela guria que sempre tava ali pra me ouvir, pra me dar o ombro e secar minhas lágrimas quando a tristeza ou algo acontecia comigo, pra dar risada de qualquer besteira, de partilhar os encontros de fim de semana na casa da mãe, estava indo embora. Um embora que não sabia de quanto tempo, mas sabia que fosse o tempo que fosse, seria muito doido de saudade.

Minha irmã, apesar de não ser a mais velha, sempre teve muita maturidade desde cedo. A vida obrigou, então era como se ela fosse o suporte de todos os irmãos e principalmente o meu. Minha melhor amiga, minha confidente.

Tive que aprender a lidar com isto, pois só de pensar na saudade e na distância, as lágrimas encharcam meus olhos e meu coração fica apertado como uma ervilha.

Mas ela sabia que precisava deste afastamento, precisava pra ela. Não seriam dias fáceis, pois ir pra uma cidade onde conhece no máximo meia dúzia de pessoas e longe da familia, não foi fácil, ainda mais com um filho pequeno e um casamento beirando o precipicio.

O casamento acabou, mas a amizade não. O que foi de grande ajuda para os três. A familia apesar de separada, ainda continua unida. E já se passam quase nove anos de telefonemas e e-mails cheios de saudades.

Nos vimos pessoalmente há três anos - uma eternidade!

Então, neste dia 20 de julho, dia do amigo, que significa tanto pra mim, ela defendeu sua monografia.
Tirou 10, merecidamente. Pelo esforço, pela luta, pelo estudo, pela batalha que ela vem conquistando a cada dia de sua vida.

Seus planos são um dia, talvez, retornar aqui pro Sul. Torço pra que ela venha. Torço pra que ela fique lá. Torço pra que ela seja feliz e conquiste seu espaço profissional onde seja melhor pra eles.

Hoje, depois de muitos dias sem postar e sem a inspiração que a TPM teima em derrubar, dedico este post pra minha querida irmã. Coloco aqui a foto dela com meu sobrinho que é filho do amor por todos nós.

Com muita saudade, amor e............ saudade. Muita.


Parabéns pelo teu esforço e pelas tuas conquistas.


Te amo!


sexta-feira, julho 20, 2007

Oração da amizade!!!!


Huehe,huehe,huehe!!!!!
Gentens, Feliz Dia do Amigo pra todos!
Bjs e bom findi!!!!

sábado, julho 14, 2007

Frio mata peixe?



Então, naquele dia frio de rachar o côco, ela amanheceu mortinha, lá no fundo do aquário.

Lá se foi a nossa Gertrudi.

Tudi para os ítimos!

Bye!

quarta-feira, julho 04, 2007

Minha Tattoo















Ouvimos que, na história, a tatuagem é tão antiga quanto à história humana dos povos. Traz inserido em seu contexto, traços que podem traduzir o caminhar dos povos por entre os patamares sociais na tradução dos traços impressos na pele, pela expressão das cores aplicadas que de certa forma dão uma conotação especial. Por falta de confirmação, podemos dizer que as primeiras tatuagens foram realizadas provavelmente por acaso. Podemos imaginar que, em algum espaço no tempo alguém teve um ferimento pequeno, e neste por qualquer motivo foi depositado algum tipo de fuligem. O contato com a ferida ainda aberta pode ter criado uma cobertura por sobre a pele ferida, tendo seu depósito alojado em uma das camadas internas da pele. Com o tempo houve a cura desse ferimento, sendo que alguma camada profunda dessa fuligem permaneceu no interior da pele, e,como sabemos essas cascas em feridas após a cura se desprendem da pele ficando apenas a marca ou cicatriz. Dessa maneira descobriram: "olha, uma marca foi feita!".
Teria sido desta forma talvez, que descobriram a primeira tatuagem?



Fonte: http://www.artecleusa.trix.net/decoracao%20do%20corpo.htm



Bom, se isto é verdade ou não, num belo dia de julho de 2006 resolvi fazer uma tatuagem. Confesso que levei muito tempo pra tomar esta decisão, apesar de sempre ter dito curiosidade e uma vontade que não me encorajava e me fazia pensar, ao mesmo tempo, que aquela marca ficaria pro resto de minha vida em meu corpo.
Escolhi, depois de muito tempo, o que eu queria desenhado. Marquei hora. Desmarquei e adiei por mais um tempo. Tempo que eu precisava pra mim mesma, já que eu tinha decidido que ia fazer.
Marquei pela segunda vez. Levei meu filho comigo pro caso de eu correr, ele me segurar pelos “fundilhos das calças”. Desta vez eu não desistiria, afinal, o que é uma tatuagemzinha, assim, nas costas, onde quase ninguém vê?
Escolhi o local em que meu corpo levaria aquela marca pra sempre. Costas, acima do ombro. Lado esquerdo. Queria uma flor. Uma flor diferente, bonita e ao mesmo tempo discreta.
Agora já estava lá, deitada e o primeiro risco já tinha sido começado. Pra minha surpresa, não senti quase nada, era como se estivesse sendo arranhada, nada de anormal.
Quando terminamos e olhei no espelho, gostei do resultado. Foram alguns dias de cuidados para não coçar e não doer. Tudo tranqüilo. E ela ta lá, à mostra somente quando é verão.


No inverno ela é exclusiva. Pra dois.

quinta-feira, junho 21, 2007

Bom Dia Sol!





Confesso! Confesso! Confesso!
Até os quinze anos fui gremista (eca!!!). Bom, todo mundo lá em casa, era e é, porque eu teria que ser diferente?
Bem, eu sempre gostei de ser diferente, de contrariar. Então, como dizem, virei a casaca.
Resolvi torcer pro Inter.
Minha irmã me chama de vira-bosta até hoje.
Mas tudo tem explicação. Eu só era do lado de lá porque todo mundo era, mas totalmente desmotivada, sem emoção. Emoção mesmo, só pelo colorado e não me arrependo nem um pouco.
Festejei muito com meu timão, principalmente na década de 70, anos gloriosos, maravilhosos. Eu torcia e vibrava sozinha, afinal eu era a ovelha negra da família em termos de futebol.
Acreditem, fui até vizinha do grandioso Elias Figueroa. Morávamos na mesma rua, ele morava duas casa depois da minha.
Lembro das festas que a vizinhança fazia pra esperar ele quando o Inter ganhava. Bons tempos.
Então, torço, vibro, sofro pelo Inter.
Lá em casa até dá umas briguinhas de vez em quando.
Sabe aquela famosa cena do marido ir correndo ligar a TV pra ver o jogo? Lá em casa é o contrário. Eu é que corro. Meu marido DE-TES-TA futebol.
Bom, então, anos mais tarde, eu tive a honra de conhecer e conviver com o autor desta maravilha chamada Celeiro de Ases (hino do Inter).
Pois é, este autor sensível e maravilhoso, Nelson Silva, foi avô de meus dois filhos (ele já faleceu há 20 anos).
Sabem o que é poder ler e ter nas mãos a letra o-ri-gi-nal do hino?
Sem comparação! Totalmente sem comparação com aquela marchinha.... como é que é mesmo? Há, ta: Até a pé nós iremos (sim, no final, aposto que muitos tiveram que voltar a pé pra casa, e o pior, sem a taça).
Bom, mas hoje eu não tava nem aí pro futebol (alguém acredita?).
Sério. Pra mim se o Boca ou o timeco ganhasse, seria a mesma coisa.
Claro lá no fundinho, tem aquele gostinho de revanche, de ver os gay....opa, gremistas voltarem pra casa. A pé.
Esta marchinha que dizem ser o hino deles, não condiz nem um pouco com o que vi na rua hoje. Poucos torcedores indo a pé até o chiqueirão. A grande maioria tudo de carro. Soberba!
Não tem nem comparação com aquela massa vermelha descendo a Borges e indo pro monumental Beira-Rio na semi-final da Libertadores!
Lindo de ver. Maravilhoso! Toda macacada (como os gaymistas gostam de nos chamar) unida.
Mas é assim mesmo né? Macacada toda junta, unindo forças, vibração e emoção.
Então, pra quem não conhece o hino do INTER clique aqui para ler a letra e a história, aqui.
A do timeco...... bem, quem quiser ler a letra procure no Google tá?
Vocês não acharam que eu ia dar aqui o linck pra isto acharam?

Ha, todo este papo aí é só pra dizer aqui que: JÁ ERA. Morreram na praia!

Bom dia pra todos!



Dá-lhe INTER!!!! GLORIOSO!!!




sábado, junho 16, 2007

Grazi, PARABÉNS!














Quero começar este post com esta foto do aniver da Grazi, pois foi assim que ela reagiu quando olhou o verso do cartão que a Luluca fez pra ela. A frente do cartão é a estrada com o rosto da Grazi de perfil e o verso é a foto do Chico. A guria levou um susto, mas adorou é claro.

Quando eu conheci a Grazi, não simpatizei muito com ela, achei meio antipática. Pode? É que ela chegou lá na escola e falava com todo mundo na maior intimidade, menos comigo. Com o passar do tempo, descobri que ela já era velha conhecida dos meus colegas, a nova na realidade ali era eu. Mas isto durou pouco tempo, em seguida começamos a conversar e nos tornamos grandes amigas. Sempre digo pra ela que tenho idade pra ser mãe dela, mas somente pela idade, pois a Grazi é uma guria diferente. Ela apesar de ser ainda muito jovem, é super responsável, estudiosa, sensivel e muito sincera. É uma pessoa que está sempre disposta a ajudar os outros, quer sempre dar uma mãozinha pra todo mundo, carregando muitas vezes o mundo nas costas. É uma guria sensível e amigona. Bom, pra quem a conhece pessoalmente, com certeza sabe que o que estou dizendo é pura verdade e vai concordar comigo.


Ontem, comemoramos seu aniversário lá na EA, com pizza, coca-cola e muitos presentinhos. Quando a gente comprou a caixinha e as gurias me incubiram de pintar, eu tinha idéia de fazer alguma coisa com o tema de outono/inverno, mas infelizmente os materias que eu tinha lá em casa, era tudo da estação do calor, do verão, que ela tanto detesta. Mas o melhor de tudo é que ficou bem legalzinha e ela gostou.


Grazi, fico te devendo a tua estação preferida, talvez no verão, de Natal, eu providencie alguma coisa.


Querida amiga, te desejo toda felicidade hoje e pra sempre. Parabéns para teus pais também que souberam te educar e fazer a pessoa que és hoje.


Beijos!!!!!!


PS.: a tua mãe nos convidou pra ir hoje na tua casa, mas como moramos em lados opostos da cidade e não estou motorizada no momento, fica pra próxima. Boa Festa e Felicidades!!!


terça-feira, junho 12, 2007

Nossa Música

Daniel na cova dos leões
Legião Urbana

Aquele gosto amargo do teu corpo
Ficou na minha boca por mais tempo
De amargo então salgado ficou doce,
Assim que o teu cheiro forte e lento
Fez casa nos meus braços e ainda leve
E forte, cego e tenso fez saber
Que ainda era muito e muito pouco.
Faço nosso o meu segredo mais sincero
E desafio o instinto dissonante.
A insegurança não me ataca quando erro
E o teu momento passa a ser o meu instante.
E o teu medo de ter medo de ter medo
Não faz da minha força confusão
Teu corpo é meu espelho e em ti navego
E eu sei que tua correnteza não tem direção.
Mas, tão certo quanto o erro de ser barco a motor e insistir em usar os remos,É o mal que a água faz quando se afoga
E o salva-vidas não está lá porque
Não vemos
Nossa música, minha e do meu amor!
Amor, te amo!!

sexta-feira, junho 08, 2007

IHC! quem bá ti levando bra casa?

Então depois de um dia de trabalho, tu sai exausta pra casa e pensa: vou pegar uma lotação, que hoje tô merecendo ir mais rápido pra casa, além de bem tranquila.
Os bancos são confortáveis, depois que lota ela não pára mais, enfim, tu vai mais tranqüilo e descansado pra casa.
O quê? Quem disse? Quem falou esta besteira?
Estava eu já bem acomodada no penúltimo banco, a lotação já a caminho de casa quando de repente um homem levanta e vai até o motorista. Tudo bem, talvez ele não conheça o caminho e quer fazer alguma perguntinha pro motorista.
Não demora cinco minutos, ele levanta e vai até o motorista de novo. Tudo bem. Talvez ele tenha mais alguma dúvida, não entendeu direito. Ele volta pro lugar dele.
Novamente, mais alguns poucos minutos e lá vai ele de novo. Só que agora percebo: ele está completamente bêbado, ou melhor, trêbado. A esta altura do campeonato, ele já infestou a lotação com o aquele bafo de onça horrível, e o pior é que ele tá sentado.......... bem atrás de mim. Um frio do cão, e eu tenho que abrir a janela pra poder respirar ar puro, senão chego em casa em coma alcoólico, só do cheiro.
Estou com meu fonezinho de ouvido, escutando uma musiquinha e de repente, lá vai a criatura de novo.
Em poucos instantes as pessoas começam a reclamar, a chamar o cara de chato, mandar ele sentar e ficar quieto, mas ele não ta nem aí, porque além de bêbado, digo, trêbado, ele é surdo.
Aí resolvi tirar o fone de ouvido e me certificar qual era a situação: todo mundo reclamando.
Agora eu também já tava indignada e reclamando também porque ele não parava um segundo, importunando as pessoas que sentavam ao lado dele.
Uma senhora sentou e ele começou um papo totalmente esquisito, tipo: “quem tá te levando pra casa?” A mulher não entendeu nada, mas sentiu o bafão, levantou e pediu pra descer.
Se eu fosse ela não pagava a passagem.
Há, vão dizer que o motora não tem nada com isto? Muito pelo contrário. Motorista banana, que ficava dando papo pro gambá e dava muita risadinha das besteiras que ele falava.
O meu sangue já tava fervendo e claro eu também já tinha mandado ele parar a lotação e colocar o indivíduo pra fora, mas em vão.
Ele ia e vinha, ia e vinha, caminhando na lotação como se tivesse em casa. Incrível é que ele tinha equilíbrio, com certeza já deve estar acostumado.
Quando ele sentava, atrás de mim, acompanhava as músicas que estavam tocando no rádio.
No meio das músicas ele soltava um "oh yeee, uhuhu"!!!!
Bom, não teve jeito. Ele só desceu mesmo quando chegou na parada dele e a mulherada toda aos berros com o motora.
Eu fiquei tão furiosa que me deu vontade de ligar pra SMT e reclamar do motorista, mas fiquei com pena. Vai que dão uma advertência severa pra ele, talvez demitam...... sei lá. Achei melhor não, mas eu precisava de alguma forma me vingar daquele motorista e do descaso com os outros passageiros. Uma coisinha assim tipo, não vou prejudicar o cara, mas piso no pé dele.
Então, na hora que fui descer, ele esticou a mão pra pegar o dinheiro e eu....... enchi a mão dele de moedas de cinco centavos. Três reais só de cinco. Não falei nada (o que não é normal comigo.... but......).
As moedinhas na mão dele fizeram eu me vingar muito mais que qualquer coisa que eu tivesse dito.
Ele olhou pra mão cheia de moedas e ficou furioso. Jogou as moedas todas sem contar na caixinha do dinheiro e saiu bufando.
Tá, me vinguei e desci satisfeita.
HEHEHEHEHEHEHEHEHE.

sexta-feira, maio 25, 2007

Anemia falciforme: correndo, crochetando e superando!



Então o telefone toca e me outro filho do outro lado da linha diz: “Mãe, to aqui no hospital com o mano”.
Sabe aquele aperto na boca do estômago? Esta sensação que temos de quando somos surpreendidos, de quando recebemos uma notícia boa ou ruim? Pois é, não muda nunca. Há 25 anos sinto a mesma coisa toda vez que isto acontece.
Aí visto minha carapuça de super mãe e saio voando as tranças pro hospital.
Tá. Lá estava eu de novo naquele mesmo hospital, naquela mesma emergência. Também naquele mesmo banco. Talvez não seja o mesmo, mas continuam duros e desconfortáveis como antigamente.
Meu filho, com crise da anemia novamente. Sempre acho e digo pra todo mundo que isto faz parte da minha vida, que já estou acostumada com esta correria, mas confesso: não estou não.
Fazia muito tempo desde a última crise. Isto é bom sinal, porque antigamente era uma atrás da outra, agora, já não tenho idéia da última, mas acho que faz mais de um ano. Ótimo.
Ótimo enquanto ele tem o remédio pra tomar. Porque quando falta este santo remedinho........ temos que nos preparar.
Preparar pra tudo, pras crises, pra ansiedade, pra espera. Espera na fila do ambulatório, espera no atendimento do SUS, espera que a crise passe o mais rápido possível e que não seja tão forte.
Forte. Finjo, acho que sou. Até acho que sou mesmo, dentro da minha concepção, sei lá.
Antigamente quando tínhamos plano de saúde, toda esta correria parecia ser mais leve (eu tento imaginar assim, mas acho que me engano). Mas agora que estamos novamente dependo do atendimento do SUS, tudo parece pior.
Começo a fingir: tento ver pelo lado bom da coisa, pois conheço muita gente no hospital que trabalhei durante longos anos, fiz ótimas amizades que me socorrem e então......... vai lá Luisa, corre atrás desta gente pra facilitar o atendimento!!!!!
Tá. Mas porque meu sexto sentido não me avisou com antecedência pra eu não vir logo hoje com este salto 10? É o mesmo sapato da maratona.
Tudo bem. É um sapatinho confortável, apesar do salto. Mas pra correr de um lado pro outro, subir e descer escadas atrás dos médicos..... há não, pra isto ele não está apto. Sapato incompetente!
Então consigo resolver tudo: atendimento, comprar lanche pra ele enquanto aguardamos, quase desmaiar ao ver um amontoado de gente de todos os credos, raças e cores amontoados em cadeiras, macas, remédio pra levar, falar com o médico, liberação do filho pra ir pra casa. Ufa!

Enquanto isso, entre um intervalo e outro, sento pacientemente naquele banco duro e espero. Mas bah tchê! nada como uma mulher prevenida e tri arteira como eu. Como sempre ando com minha malinha by Luisa comigo e aproveito pra crochetar muuuuuuiiiiiiito.
Me distrai e acabo não vendo o tempo passar.
Finalmente lá pelas dez horas da noite, depois de muito correr atrás dos médicos, conseguimos liberação.
Há, mas ainda tenho que fazer a janta quando chegar em casa. Isto sim é que é o pior. Tudo bem, agradeço a Deus por ter minha comidinha pra fazer, mas não me importaria de que alguém fizesse pra mim.

Aí, depois de passar uma bela tarde de segunda-feira, sentadinha no banco (simmmmm, aquele, durinho mesmo!), consegui fazer esta simpática echarpe ma-ra-vi-lho-sa!!!!!!!.
Alguém aí quer comprar? Tem mais coisinhas lá no Tricrochetche.
Tudo a venda!
Aceito encomendas.

E é isso aí companheiros! Seguimos na luta! Agora ele já tem o remédio pra tomar. Então, como as crises são inevitáveis, é torcer pra que no mínimo, sejam leves pra ele e............... que demore muito, muito, muito tempo. E que o governo do estado se dedique mais à saúde e não falte mais remédio pro povo.



segunda-feira, maio 14, 2007

CONTO

Naquele dia sete, ela nasceu. Efervecente! Sob o sol de fevereiro. Já ali, estava imposto o quanto ela teria que lutar pra sobreviver. O sol testando sua coragem. Nasceu sabendo que teria pagar pelos seus pecados em vida, desta e de muitas outras. Não teve opção, foi jogada no mundo. Cresceu por crescer e sem saber pra onde ir, seguiu muitos caminhos, muitos deles completamente tortos. Mas seguiu em frente. Nada abalava aquela pessoinha tão frágil e tão forte. Comeu o pão que o diabo cuspiu e pisoteou. Seguiu crescendo como se fosse um dever, uma obrigação. Sabia que disso não podia fugir. A infância já estava muito distante, não tinha mais volta. Agora era seguir em frente, ou não. Optou por seguir. Ninguém lhe deu a mão pra subir aquele degrau tão alto para o amadurecimento. Mas ela foi. Sabia que mais cedo ou mais tarde dela fariam uso, assim como quem usa um apontador de lápis. Usa até acabar, quando chegar ao fim, compram outro. Agora era ela que sentia dentro de si uma vida que lhe fora imposta. Aproveitou aquele momento pra receber com todo o amor aquela criatura estranha. Quem disse que ela queria? Esqueceu que nada lhe fora antes perguntado. Ela nunca tivera opção de falar, mas sim de obedecer. Aceitou. Aquele mesmo amor que sempre lhe foi negado, mas muito cobrado, agora brotava dentro de si, por algo tão singelo e pequenino. Agora tu serás mãe. Ouviu e aceitou. No seu íntimo sabia que não seria a primeira e nem a última. Precisava provar pra si mesma que ela conseguia. Conseguia fazer o melhor por todas as vidas que ali chegassem. Algumas delas não vingariam. Teve que optar. Talvez seja por isso tanto sofrimento e tapas na cara que a vida lhe deu. Nunca desistiu. Pegou sua cruz e fincou nas costas calejadas pra marchar até onde Deus mandar. Os degraus ficaram mais altos e a cruz ali, pesando. Mas agora já faz parte daquele corpo tão frágil e quase sem vida. Nunca perdeu sua fé, que é só o que lhe resta. Não sabe mais o que esperar e nem que caminho seguir, apesar de estar no fim da estrada. Precisa novamente de mãos. Mas desta vez, mãos que acalentem seu sofrimento e curem suas feridas.



quinta-feira, maio 10, 2007

FELIZ DIA DAS MÃES!!!







Sou teimosa. Todo mundo sabe disto
Quero os filhos sempre perto de mim e claro, que façam as coisas do meu jeito.
Ta bom, mas às vezes, aceito que seja do jeito deles.
Ei......Quem inventou o livre arbítrio?
Quando nasceram agradeci a Deus por serem perfeitos.
O primeiro quando nasceu, agradeci a Deus por ser perfeito.
Briguei com Deus porque ele veio com defeito de fábrica.
De fábrica mesmo. Eu e o pai juntos, passamos pra ele uma
doença hereditária.
Começamos uma luta que ainda continua pra que ele tenha saúde para viver bem.
Sem pieguices! Não suporto. Enfrento. Mesmo que tenha que ser por nós dois.
Pura besteira, pois é ele quem sofre mais, quem enfrenta é ele.
O segundo quando nasceu, agradeci a Deus por ser perfeito.
Briguei com Deus porque ele quase passou da hora de nascer, entrou um pouco de água no pulmão, teve que ficar em observação.
Resultado: tem asma até hoje.
Enfrento. Mesmo que tenha que ser por nós dois.
Outra grande besteira: é ele quem sofre e faz as mil nebulizações.
A terceira quando nasceu, agradeci a Deus por ser perfeita.
Não briguei mais com Deus porque ela não tem nenhuma doença genéticamente herdada, ou adquirida.
Mas bem feito pra mim. É teimosa que nem eu.
Agradeço a Deus pelos meus filhos serem perfeitos e com saúde.
Mas sigo com minha teimosia sempre querendo mais deles, apesar de acreditar que temos tudo o que suportaríamos ter em nossas vidas. Nem mais, nem menos.
Putz........ mas sou teimosa mesmo tchê!!!! (Inclusive um pouco chata)
Mas continuo agradecendo a Deus sempre, por tudo, por eles serem a minha vida.
Acho que Deus deve estar de saco cheio de tanta teimosia.
Eles são educados, politicamente corretos, tem caráter, são perfeitos e ...... são muuuuuito fofos e me amam demais.
Ta bom ou quer mais? Acho que ta bom.

Há, mas é claro, queria que eles fossem um pouquinho mais estudiosos!!!!


Amo, amo, amo muuuuito meus filhos, meus verdadeiros presentinhos do Papai do Céu.


Mas quero presente de dia das mães tá? Por que antes de ser mãe, sou mulher.


E que mulher não gosta de um presentinho?

Para todas as mães do mundo inteiro e principalmente para as mães de coração, de doação e que não tenham parido suas crias, mas que tenham amado acima de tudo!


........e claro, para as teimosas que tem estes tesouros em suas vidas e sempre querem mais. Como eu. (mas que fique claro que é pro bem deles...hehehehehe)
FELIZ DIA DAS MÃES!!!!!!!

segunda-feira, maio 07, 2007

Aniver do blog!!!


Pois é....

o tempo passa, o tempo voa e como tudo, um dia faz aniversário.


Este mês de maio o blog tá de aniver.

1 Ano.

E eu, comemoro aqui, como sempre, quietinha, assuntando.








segunda-feira, abril 30, 2007

Baú de tesouros!


Sexta-feira à noite.
Deitamos em minha cama para assistir TV, eu e minha filha Camile.
Começa a novela. Não assisto, mas ela, sempre que pode dá uma espiada, pois a avó acompanha sempre.
Estou ali, lendo e de repente ela começa a falar sobre os personagens que estão aparecendo no momento.
Me diz:
“Mãe, ela (a personagem, interpretada pela Beth Goulart) só pensa em dinheiro, mas ele (o marido) e a filha não pensam que nem ela. A filha pensa que nem o pai."
Pergunto:
Mas o que ela quer?
Há, ela quer que o marido ganhe mais dinheiro e não se importa com o que ele gosta de fazer!

Olha, ele fez um bolo pra dar de presente pro fulano.
Eu: Hummm....... mas e o que tu achas disto? Quem tá certo?
Ela: Acho que o pai e a filha estão certos.
Eu: Porquê?
Ela: Sei lá, porque sim.
Eu: (Me vingo!) Porque sim não é resposta. Porque tu achas que pai e filha estão certos e a mãe não?
Ela: Ora, porque eu acho que as pessoas tem que ser felizes com o que elas tem e não querer o que é dos outros. Não é isto que tu sempre me diz?

Eu: Encho ela de beijos!

Minha filha é muito linda, além de muito inteligente. Sempre me surpreende com estas pérolas de vez em quando. Ela é eloqüente deeeemaaaaiiiis. Não pára um segundo, tem sempre um assunto pra falar, uma história pra contar (com detalhes). Às vezes penso que ela não presta atenção no que falo, mas sei que é o contrário, pois desde que era muito pequena, quando aprendeu a falar, de vez em quando ela sai com uma destas. A gente pensa que ela não tá nem aí pro mundo, mas é exatamente o contrário, tá sempre ligada. Acho guarda lá dentro da cabecinha o que realmente importa, mesmo que esteja fechadinho dentro de um baú pra resolver abrir assim de repente, surpreendendo.

E continua falando, falando, brincando, brincando.... sem parar.

É....... o essencial é invisível aos olhos.







quarta-feira, abril 25, 2007

Alguém aí sabia disto?



Uma cientista paulista, a bióloga Alessandra Laranja, do Instituto de Biociências da UNESP (campus de São José do RioPreto), durante a pesquisa da sua dissertação de mestrado, descobriu que a borra de café produz um efeito que bloqueia a postura e o desenvolvimento dos ovos do Aedes Aegypti

O processo é extremamente simples: o mosquito pode ser combatido colocando-se borra de café nos pratinhos de coleta de água dos vasos, no prato dos xaxins, dentro das folhas das bromélias, etc.A borra de café, que é produzida todos os dias em praticamente todas as casas tem custo zero.
O único trabalho é o de colocá-la nas plantas, inclusive sendo jogada sobre o solo do jardim e quintal.Os especialistas em saúde pública, entre eles médicos sanitaristas, estão saudando a descoberta de Alessandra, uma vez que, além da ameaça da Dengue 3, possível de acontecer devido às fortes enxurradas de final de ano, surge outra ameaça, proveniente do exterior: a da Dengue tipo 4.Conforme explica a bióloga, 500 microgramas de cafeína da borra de café por mililitro de água bloqueia o desenvolvimento da larva no segundo de seus quatro estágios e reduz o tempo de vida dos mosquitos adultos.Em seu estudo ela demonstrou que a cafeína da borra de café altera as enzimas esterases, responsáveis por processos fisiológicos fundamentais como o metabolismo hormonal e da reprodução, podendo ser essa a causa dos efeitos verificados sobre a larva e o inseto adulto.A solução com cafeína pode ser feita com duas colheres de sopa de borra de café para cada meio copo de água, o que facilita o uso pela população de baixa renda e pode ser aplicada em pratos que ficam sob vasos com plantas, dentro de bromélias e sobre a terra dos vasos, jardins e hortas.O mosquito se desenvolve até mesmo na película fina de água que às vezes se forma sobre a terra endurecida dos jardins e hortas, também na água dos ralos e de outros recipientes com água parada (pneus, garrafas, latas, caixas d'água etc.)."A borra não precisa ser diluída em água para ser usada", diz a bióloga. Pode ser colocada diretamente nos recipientes, já que a água que escorre depois de regar as plantas vai diluí-la.Ou seja: ela recomenda que a borra de café passe a ser usada, também, como um adubo ecologicamente correto.Atualmente, o método mais usado no combate ao Aedes aegypti é o da aspersão dos inseticidas organofosforados, altamente tóxicos para homens, animais e plantas.





Recebi esta mensagem por e-mail e como ando quase sem tempo de atualizar este bloguinho, resolvi colocar esta notícia aqui e dividir com quem passa por aqui. Não sei se eu estou atrasada na notícia, mas nunca tinha ouvido falar antes sobre a borra do café no combate à dengue, mas andei pesquisando na internet e vi que tem algumas notícias referentes a este assunto com data de 2002. Por que será que esta maneira tão econômica não foi divulgada? Onde é que eu estava que não sabia disso? Alguém aí já tinha ouvido falar? Me corrijam se eu estiver errada, mas alguém tem interesse em combater os mosquitinhos com algum inseticida que além de caro, deve fazer mal à saúde.










terça-feira, abril 17, 2007

A dor é inevitável, o sofrimento é opcional!

DEFINITIVO!

Definitivo, como tudo o que é simples.

Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo, para nadar, para namorar
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando
a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional....

Carlos Drummond Andrade

quinta-feira, abril 12, 2007

REFLEXÃO!



texto: paulo roberto gaefke
formatação: adao-las@ig.com.br

























segunda-feira, abril 09, 2007

Voando? Pulando? Não. Basta clicar.





Há semanas venho pensando neste assunto e então hoje resolvi escrever um pouco sobre nosso mundo tão virtualmente maravilhoso e que aproxima as pessoas mesmo estando em continentes diferentes, nos fazendo voar com asas imaginárias. São eles: os blogs. Acho que os blogs se tornaram uma grande ferramenta (enooorrrme) para gerenciar e compartilhar atividades e idéias para um grupo definido de pessoas, independente do assunto que cada blogueiro queira escrever ou que pura e simplesmente queira postar uma foto.
Agora já é moda, pra mim é quase um vício. Fico querendo escrever sobre diversos temas, vários assuntos, muitos assuntos ou até mesmo Mil Assuntos, o que me faz refletir sobre esta moda tão acessível e ao alcance de milhões de pessoas.
Quando pensei em fazer um blog, a princípio era somente sobre minhas artes manuais (crochê, tricô e outras coisinhas). Foi o que fiz, sempre com algum comentário sobre a foto postada, mas como gosto de escrever e escrevia alguns textos nada a ver com o blog artesanal, resolvi então, criar outro, somente com esta finalidade: Mil Assuntos.
Confesso que amo isto aqui, adoro escrever, visitar outros blogs, comentar, ser comentada, visitada e andar pelo mundo afora sem sair da frente do computador. Há regras pra escrever? Com certeza há sim, mas eu as ignoro, não totalmente, mas não caio naquela de que "temos que evitar o vocabulário tradicional da sua região" ou "evite parênteses", etc... Falo e escrevo o que sinto, com o coração e sem querer entrar para a listinha “The best”.
Quando criei meu blog, não sabia nada a respeito, simplesmente fui na onda de algumas amigas e principalmente depois de ler o blog do
Éderson (ele é dez – tudo bem, sei que ele é tímido, talvez fique envergonhado, ou não, talvez meu marido fique com ciúmes, mas verdade seja dita: ele é dez mesmo).
Aos poucos fui aprendendo a postar fotos, colocar minha foto no perfil, lincar nomes aos blogs, etc,etc. Preciso aprender muita coisa ainda até deixar meu blog com minha cara, mas pra isso preciso fazer com que os guris (Tico e Teco) me ajudem. Não posso deixar que eles briguem, senão, não entra nada nesta cabecinha de porongo. Nada que uma bela noite de sono, um dia tranqüilo, uma coca-cola pra calibrar e uma temperatura agradável deixem os guris felizes, aí funciona.
Fico impressionada com esta onda, ou melhor com esta tsunami de informações virtuais que nos invade ao simples clic do mouse. É também, como se fossemos macacos, pulando de galho em galho, muitos deles na mesma árvore, outros em árvores distantes, mas que conseguimos alcançar e nos deliciar em seus frutos saborosos ou fazer caretas com os azedos.
Assunto é o que não falta, quando entro em alguns blogs, me apaixono de cara, já outros, preciso voltar diversas vezes até que lá pelas tantas, ele me conquista e em tantos outros, não adianta, não consigo dar continuidade a esta relação virtual.
Fazemos boas e grandes amizades, que é o melhor de tudo. Há diferença nos temas abordados, diferenças até no tipo de postagens, de comentários e é isso que é muito legal, pois há opções pra todos os tipos e gostos.
Cheguei a esta conclusão porque tenho estes dois blogs com assuntos bem distintos e os comentários são completamente diferentes um do outro. Gosto de pôr o linck pra que fique mais fácil o acesso, e não para demonstrar que também leio este ou aquele, que dou preferência mais pra um do que para outro. Acho que isto realmente não é o mais importante pra mim, pois muitas vezes o linck não está lá por pura falta de lembrança ou mesmo de tempo, que é precioso pra quem trabalha, cuida da casa, faz crochê, tricô e ainda gosta de escrever, mesmo que sejam umas bobagens, pura abobrinha (mas que faz bem pro intestino....hehehehehe).
Apesar de gostar muito de ler e escrever, confesso que não tenho paciência em ler textos muito grandes, a não ser que sejam muito interessantes, mesmo eu gostando do autor do texto, sendo amiga do blogueiro(a), enfim, estas minhas esquisitices.
Alguns me assustam. Tu entra, lê e pensa: o que é isso? isso existe? É humano? Sim, porque tem blogs excessivamente inteligentes, não que eu não me considere, mas caramba, quem comenta isto? Eu é que não, alguém com certeza vai comentar, menos eu. Outros são divertidíssimos, além de muito inteligentes claro. Já outros, tem pouquíssimos textos, mas lindas fotos que dispensam qualquer palavra. E há aqueles que estão completamente fora da minha lista de preferidos, de lidos, de visitados, então, fico longe deles e esta macaca fica longe desta árvore.
Sei também que este meu simplinho e reles bloguinho deve passar pelo critério de muita gente e muita gente também deve não gostar, talvez até repugnar. Mas fazer o quê?........paciência!
Estamos todos aqui pra isso, pro mundo ver, ler, elogiar, ouvir, escutar, criticar e claro: comentar.













quarta-feira, abril 04, 2007

As perguntinhas...finalmente respondidas!









A Grazi pediu, vamos lá!

5 coisas que eu quero fazer antes de morrer:
Escrever um livro
Faculdade
Aprender a dirigir (preciso de coragem pra isto)
Um mural com as minhas fotos preferidas
Ganhar na mega (eu tento....)


5 coisas que eu faço bem:
Dormir (bah, durmo tri bem...hehehehe)
Amizade
Ouvir
Crochê/tricô (pelo menos é o que eu acho, dentro do que eu sei fazer... critério meu)
Amar


5 coisas que eu mais digo:
Com certeza
Bah
Tchê
Tri (até parece coisa de gaúcho)
Te amo


5 coisas que eu não faço (ou não gosto de fazer):
Cozinhar
Passar roupa
Discutir, brigar na frente dos outros
Ser mal educada
Prometer e não cumprir


5 coisas que me encantam:
Meus filhos
Crianças
Presentar
Gentilezas (estão cada vez mais raras nos dias de hoje)
Lindas paisagens, como por exemplo, o pôr do sol do Guaíba

segunda-feira, abril 02, 2007

MILHO PRÁ BODE

Recebi este texto hoje por e-mail e resolvi dividr com vocês. Nosso país tá virado numa terra sem-lei. Vergonhoso!!!

Nos meus tempos de vereador, quando algum nobre edil tentava aprovar projeto de lei que não era do agrado do prefeito, muitos nobres pares da bancada situacionista se contorciam de prazer. Sabiam que o atingido viria correndo negociar com sua base de apoio a rejeição do projeto. E era nessa hora que algumas excelências conseguiam cargos e outras benesses que a mais fértil imaginação nem ousava supor. Naqueles tempos, quando se farejava no ar que o vereador de oposição estava contribuindo para o adversário tirar vantagens suspeitas, dizia-se dele:
- Está dando milho pra bode.
Em outras palavras, o incauto estava enchendo a pança do astuto.

A Bayer tenta aprovar seu milho trânsgênico, na CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), nestes dias 18 e 19 de abril.
O milho, chamado Liberty Link (LL), é resistente ao agrotóxico de princípio ativo glufosinato de amônio. Coincidentemente fabricado pela empresa.
O pedido é tão amplo que todo cruzamento, e novas espécies introduzidas a partir do milho LL, não precisarão de novas autorizações, à la onde passa um boi, passa uma boiada, neste país sem porteira...
Como esta planta faz fecundação cruzada, quando o milho transgênico polinizar o milho não-transgênico de nossas lavouras, a variedade resultante poderá dar direito de propriedade à Bayer.

A CTNBio encomendou três pareceres mas eles estão sob sigilo e não foram apresentados sequer em sua primeira audiência pública.
Os estudos que a Bayer apresenta estão em língua estrangeira, portanto, não têm efeito legal no Brasil. Assim, não servem de fundamentação para análises de risco. As afirmações são genéricas e não há referências bibliográficas.
Mais que isso: não parece razoável emitir pareceres sobre um produto baseando-se exclusivamente nos dados ofertados por seu fabricante.

Na véspera da reunião da CTNBio, o Presidente da República sancionou a lei número 11.460 que reduziu o quorum para aprovação de pedidos à CTNBio de 18 para 14 dos seus 27 membros. Esta mesma lei também autoriza o plantio de transgênicos em unidades de conservação. Uma beleuza!

Nenhum país da União Européia planta comercialmente o milho LL. É curioso, pois a Bayer é de lá.

Não, não. Não há nenhum motivo para que duvidemos de todo o processo. Nós só estamos servindo de boi de piranha e alguns notáveis patriotas, dando milho pra bode.
E que milho!

Por isso, esta deixou de ser uma questão de biossegurança e já se transformou em uma questão de segurança nacional. Perder a guarda de suas sementes, o patrimônio genético da nação, não pode ser tratado com esta desfaçatez.

Vamos fazer uma coisa juntos: acesse o site da CTNBio -
www.ctnbio.gov.br. Vamos pedir que eles avaliem o pedido de liberação do milho Liberty Link da Bayer só depois de estudos realizados no Brasil. E, amplamente, divulgados. Ou assine a carta do Greenpeace ao CNTBio.
A Inglaterra exigiu apenas isso. Foi o suficiente para que a empresa desistisse.

Não estamos na Inglaterra, mas bom-senso não tem pátria.

quarta-feira, março 28, 2007

AAAATCHIM!!!!!


É como se fosse uma praga. Daquelas bem medonhas. Não dá pra dar o mínimo de atenção pra ela, pois se isso acontecer, ela te domina, te pega e te larga só depois que tu tá completamente desnorteado.
Ela chega de repente, como não quer nada. A temperatura ajuda. Quanto mais quente melhor pra ela.
Dá pra sentir ela vindo, pois ela te avisa. Mas tu não queres, de jeito nenhum, então tenta fingir que ela não ta ali, louca pra se instalar.
É, mas uma coisa tenho a dizer: ela é poderosa.
E por mais que tu a ignore, ela arranja um jeito de se instalar. Ela é esperta e insistente demais, e tu não resiste. Aí começa a loucura, o desespero.
Primeiro, tu dá uma coçadinha. Assim, de leve. Mas depois da primeira, tu até perde a conta.
É uma coceira maldita.... na ponta do nariz......
Ela já tá instalada......
Coça,coça,coça,coça......espirra,espirra,espirra,espirra...coça,coça,coça,espirra, espirra,coça,espirra. É um inferno. Tu tenta ignorar, mas ela domina teu braço, tua mão e lá ta a mão grudada no nariz, coçando como uma louca, que nem cachorro sarnento.
E ela lá, bem na ponta do teu nariz, que agora já parece uma batata, porque incha e vermelho como um tomate.
Não adianta, o negócio é deixar ela ali, pois ela consegue te dominar: “Ta dominado, ta tudo dominado”.
Finalmente, depois de mais ou menos umas duas horas, ela vai embora.
Te deixa completamente acabado. Tu não consegue nem tocar no teu nariz porque dói pra caramba, além de parecer uma lixa, todo esfolado de tanto espirro e de limpar com papel.
Finalmente ela me deixa. Vai embora..... mas ela volta, há se volta.
Maldita rinite!!!!






segunda-feira, março 26, 2007

Porto Alegre é demais!!!!


Porto Alegre é que tem

Um jeito legal

É lá que as gurias, etc e tal

Nas manhãs de domingo

Esperando o Gre-nal

Passear pelo Brique

Num alto astral

Porto Alegre me faz

Tão sentimental

Porto Alegre me dói

Não diga a ninguém

Porto Alegre me tem

A Saudade é demais

É lá que eu vivo em paz

Quem dera eu pudesse

Ligar o rádio e ouvir

Uma nova canção

Do Kleiton e Kledir

Andar pelos bares

Nas noites de abril

Roubar de repente

Um beijo vadio

Porto Alegre me faz

Tão sentimental

Porto Alegre me dói

Não diga a ninguém

Porto Alegre me tem

Não leve a mal

A saudade é demais

É lá que eu vivo em paz

Porto Alegre me dói

Não diga a ninguém

Porto Alegre me tem

Não leve a mal

A saudade é demais

É lá que eu vivo em paz

PORTO ALEGRE É DEMAIS!!!

música de Isabela Fogaça







sexta-feira, março 23, 2007

E tu? o que quer ser?



Uma academia de São Paulo espalhou outdoors pela cidade com os seguintes dizeres:

"Neste verão, você quer ser sereia ou baleia?". Uma mulher lhe enviou a sua resposta e fez girar o seguinte e-mail: "Ontem vi um outdoor com a foto de uma moça escultural de biquíni e a frase: Neste verão, qual você quer ser? Sereia ou Baleia? Respondo: baleias sempre estão cercadas de amigos. Baleias têm vida sexual ativa, engravidam e têm filhotinhos fofos. Baleias amamentam. Baleias nadam por aí, cortando os mares e conhecendo lugares legais como as banquisas de gelo da Antártida e os recifes de coral da Polinésia. Baleias têm amigos golfinhos. Baleias comem camarão à beça. Baleias esguicham água e brincam muito. Baleias cantam muito bem e têm até CDs gravados. Baleias são enormes e quase não têm predadores naturais. Baleias são bem resolvidas, lindas e amadas. Sereias? Sereias não existem. Se existissem, viveriam em crise existencial: sou um peixe ou um ser humano? Não têm filhos, pois matam os homens que se encantam com sua beleza... São lindas, mas tristes e sempre solitárias... Prefiro ser baleia!".

Diz o e-mail que a tal academia retirou o outdoor de circulação depois que recebeu esta resposta