domingo, setembro 23, 2007
A Prima tá chegando!
terça-feira, setembro 18, 2007
sexta-feira, setembro 14, 2007
CAÇADAS E CASSAÇÕES
Surpreendi minha avó, engolfada no aluvião das últimas notícias, explicando ao bisneto que não se conseguiu cassar um tal Renan.
Com os olhos fincados nos beiços da velha o menino, maravilhado, entre palavras e perdigotos, bebia de sua sabedoria.
Eram homens e mulheres, dizia ela, milhares deles; talvez milhões, tentando cassar o bicho.
Há meses as televisões trazem sua silhueta acuada. Emissoras de rádio reverberam urros de açoitarem os ouvidos. Nos jornais, entre lágrimas e suores, estampa-se a fotografia da fera todos os dias.
Escondido nas matas do planalto central, sob a proteção de seu bando, o procurado segue ileso. Esfarrapado, trôpego, semi-entregue, porém intacto.
- Bisa, ele não tinha olhos?
- Eram duas brasas. De chamuscarem a quem ele resolvesse dirigir o olhar.
À meia luz, no sofá da sala, joelhos encolhidos à altura do queixo, dedinhos das mãos entrelaçados a apertarem o peito nu, meu menino mais velho continha-se, com os dentes apertados, entre um e outro calafrio que a horrenda história inspirava.
- E pêlos?
- Em quase todo o corpo, menos na cabeça.
De repente, cercam o bicho. Em pouco tempo tudo estará terminado. Milhões prendem a respiração. Um êxtase coletivo.
- Bum!
- Caçaram ele?
- Não cassaram, menino... não cassaram...
- Esse barulho não foi de tiro? Eles erraram?
- Erraram. Erraram bastante. Erraram tanto que não sabem o estrago que fizeram.
- Eles não tinham espingarda?
-Que espingarda, moleque! A bisavó está falando da cassação do senador.
- Que bicho é esse?
- Nenhum. Ele não é bicho. Bicho não mente. Bicho é coerente. Bicho não trapaceia. Bicho é honesto. Este, com certeza absoluta, não era um bicho.
- Que história chata! Não entendi nada... Bença, pai!
- Deus te abençoe, filho.
E abençoe também os milhões de inocentes que sofrerão muito, porque uns poucos tíbios, por covardia e conveniência, preferiram deixar as coisas como sempre estiveram.
Nota: Este Recado, desde há anos, é tão somente um espaço para crônicas ambientais. Mas, hoje, não resisti. Não sou de plástico.
Bença!
terça-feira, setembro 11, 2007
Sedução

Dou pulo da cama e lá está ela: sim, uma senhora formiga.
Tudo, bem! Sei que o tamanho faz muita diferença, mas tu ta meio dormindo e sente que algo “estranho” está caminhando nas tuas pernas, dá um treco. Há dá sim.
As formigas existem há cerca de cem milhões de anos, são pequenas e estão por TODA parte. São insetos totalmente sociais ou eusociais. Mas o pior disto tudo é que a sociedade lá em casa cresce a cada minúsculo segundo de tempo. A cada ano que passa, parece que a tribo aumentou trilhões de vezes, e nós, moradores e donos da nossa casa, nos sentimos como invasores, pois elas tomam conta do espaço, nos ganham em maioria. Avassaladora.
Bom, mal a primavera está dando sinais de vida, com seu calor aquecedor e suas flores e frutas maravilhosas, elas já estão lá de prontidão. Aos milhares. Trabalhando feito loucas.
Quer saber onde fica Paraíso das formigas? lá em casa
Lugar no mundo onde mais existem formigas? lá em casa
Formigas fazendo acrobacia no arame das roupas? lá em casa
Formigas no computador? lá em casa
Formigas no açúcar? Não, lá em casa não. Troquei o açucareiro pelo saleiro. Elas não sabem ler, então, não acharam ainda.
Aí me pergunto: o que é melhor? O frio, ou formigas.
Prefiro as formigas, mesmo que estejam tentando me seduzir em plena manhã de domingo.
Bah, dá uma disposição pra começar o dia!
segunda-feira, setembro 10, 2007
Combustível!
quarta-feira, setembro 05, 2007
Hóspede de findi!


Um guri bem comportado. Solta um pouco de pêlo, faz um cocô pra lá de fedido, mas é muito mimoso. Vejam as fotos!!!
Só tem um probleminha: tenho meeeedo de gato.
Quem gostou da visita foi a Camile, que é cachorreira, gateira, enfim, ama todos os bichos em geral. Passou o tempo todo em volta do “bolota”.
A outra foto é dele deitado nas minhas pernas, por cima das cobertas. É o máximo que deixei ele se aproximar de mim. O guri além de tudo, é inteligente. Respeitou meu limite só de ver meu olhar de medo pra ele.
Deixe que digam, que falem, deixa isto pra lá!!!!
Sei lá, entende????
quarta-feira, agosto 29, 2007
Um ano!
Como diz minha amiga Rosa, deixe que os amigos intelectuais escrevam deliciosamente por nós. Então: vamos à farra: o começo de tudo!
Um belo dia tava sentindo falta de alguma coisa que eu não sabia explicar, algo meio obnubilado. Tinha uma vontade enorme de escrever, talvez alguns escritos, meus escritos! Aquelas histórias de infância, da adolescência, da maturidade, dos alfarrábios da vida, talvez nos meus achados e guardados , quem sabe até do futuro. Pera aí! Do futuro poderia parecer algo meio estranho. Sim, poderia ficar com certeza bem estranho. Mas muito inteligente! Tipo aquelas pessoas que tem um nome meio esquisito, diferente, meio estrangeiro, meio brasileiro, sabe? E que tu não sabe se é isto ou aquilo e vira simplesmente num mundo estranho. Então tá, vai ser assim. Tem que ter de tudo: assuntos sérios, algumas coisas pra divertir, bem bacana e talvez até sem o menor critério. Aí já é de se pensar um pouco mais. Talvez eu estivesse precisando de um especialista, mestre, doutor. Quem sabe? Uma clínica da palavra. Era isto.
De repente me senti presa a este pensamento, quase como uma vítima de sequestro. Me afeiçoei a ele. Me sentia totalmente envolvida. Estava com a síndrome.
É, eu estava cada vez mais entusiasmada com a idéia.
Super poderosa! Me sentia agora o umbigodomundo!.
Mas com todo este pensar, me cansei. Tive fome, muita fome. Comer bem não faz mal a ninguém, mantendo sempre longe o pecado da gula. Putz, pura patifaria!
Alimenta-te mulher. É disso que precisas! Precisava comer coisas deliciosas. Muitas delas só com os olhos. Mas já bastava.
Então, chegou a hora em que tudo se esclareceu, aquela idéia luminosa piscando dentro da minha caixola e surgindo como um raio: Mil Assuntos.
É como me chamo!
Gentens, é um simples e singelo agradecimento a meus amigos virtuais que tem textos e imagens maravilhosos que me fazem viajar, aprender e admirar a todos.
Dia Nacional de Combate ao fumo

Hoje, dia 29 de agosto, dia Nacional de combate ao fumo e diante de tantas evidências do mal que causa o tabagismo, dicidi escrever um texto de extrema importância para aqueles que passeiam por aqui.
A data de 29 de agosto (Lei Federal nº 7488 de 11 de junho de 1986) estabelece que durante a semana que antecede a data, seja lançada uma campanha em âmbito nacional, visando alertar a população e em particular os adolescentes e adultos jovens que são alvos preferidos da indústria do tabaco sobre os males causados pelo fumo à saúde.
Quando era jovem, minha turma, na maioria fumantes, e com a oferta sempre tentadora de uma “amiga”, resolvi experimentar também. Tive lá minhas péssimas experiências com o cigarro, mas felizmente foi por pouco tempo e em seguida me livrei deste vício maldito que na verdade nunca chegou a ser vício, pois nunca tive compromisso em comprar cigarro, fumava mesmo só na onda, quando alguém fumava, eu dava “uns pega”. Me sentia tonta, com enjôo e foi aí que decidi parar. Já não era sem tempo. Quanto ar puro de pulmão desperdiçado!
Sei que muitos fumantes já não agüentam mais as advertências sobre os males que causa o cigarro, como o câncer de pulmão, infarto, câncer de boca, câncer de laringe, bronquite crônica, efisema, etc. Não adianta, tem que falar mesmo. Alertar, puxar a orelha e mostrar o quanto são verdadeiras todas estas informações. O Ministério da Saúde tem criado muitas medidas para desistimular o consumo de cigarro mas na minha opinião, ainda acho que deveria ser bem mais incisivo.
Hoje quando vinha pro trabalho, entrou um senhor na lotação que simplesmente contaminou o ar com o cheiro do cigarro. Eu sei que às vezes sou bem chata com relação a isto. Lá em casa é uma guerra contra o fumo. Meu marido fuma, minha sogra fuma, mas todos são proibidos de fumar dentro de casa. No trabalho, se tem alguém fumando mesmo em área aberta, procuro ficar longe. Dizem que ex-fumantes são mais chatos de quem nunca fumou na vida. É o que eu ouço sempre quando faço cara feia pra fumaça.
O cigarro além de causar câncer é um fator de risco para várias doenças. Uma pessoa que fuma tem mais chances de contrair uma série delas.
Conforme pesquisas no Brasil, estima-se que 80 mil pessoas morram precocemente a cada ano devido ao tabagismo. Quando uma pessoa traga a fumaça de um cigarro, está inalando mais de 4700 substâncias tóxicas mas um dos maiores vilões é mesmo a nicotina, responsável pelo prazer e pela dependência. Ela acelera a freqüência cardíaca e contribui para o surgimento de doenças cardio-vasculares. Além de acelerar a freqüência cardíaca, ela também estimula a produção de ácido clorídrico, causando azia, podendo levar a uma úlcera e até a um câncer de estômago.
Estes e outros malefícios não se restringem somente aos fumantes, mas também as pessoas que convivem com eles, ou seja, onde há fumantes ativos, há passivos também, correndo os mesmos riscos de adquirir doenças como o câncer e infarto.
A importância de se criar ambientes para fumantes em locais públicos como restaurantes e até em locais de trabalho é de extrema necessidade. "É essencial conscientizar os funcionários que fumam de que ninguém está indo contra eles. O que estamos fazendo é proteger o não-fumante do tabagismo passivo. O fumante não está sendo discriminado, nem é proibido de fumar. Ele apenas terá uma área específica para isso. O não-fumante acaba sendo protegido da poluição", explica o médico pneumologista Ricardo Meireles, da Divisão de Controle do Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer (INCA).
Portanto: DEIXE O MAÇO PARA TRÁS!!!!!!
terça-feira, agosto 28, 2007
Só Tico e Teco funcionando!!!!
Mas... e se fosse com o Pelé?
Grasha.
E se fosse com o Senna?
Rasha.
E se fosse com o Presidente da Tostines?
Bolasha.
E se fosse com o Jacaré do Tchan?
Agasha.
E se fosse com o Nelson Ned?
Basha.
E se fosse com o Nei Matogrosso?
Bisha.
E se fosse com o Rubinho Barrichello?
Pasha.
E se fosse com a Marlene Mattos?
Masha
E se fosse com Zeca Pagodinho?
Cashasha
E se fosse com o Frango da Sadia?
Cosha.
E se fosse com a Marta Suplicy?
Tasha
E se fosse com o Zé Dirceu?
Trapasha
E se fosse com Marcos Valério?
Comparsha
E se fosse com alguém que acredita no Lula?
Palhasha...
Por isso sempre digo pros guris lá em casa: estudem! estudem!
Senão dá nisso: assunto que é bom, nada. Só besteira!
Mas eu sou limpinha tá?
segunda-feira, agosto 20, 2007
Besteirol!!!

- já varri pra baixo do tapete (literalmente!!!)
- não como salada de fruta em restaurante (que frescura!!!)
- tenho mania de morder o lábio
- gosto de combinar roupa, sapato, bolsa, acessórios, etc....
- não sei fingir quando não gosto de alguma coisa
- já menti pra não magoar
- só durmo com a tv ligada
- tenho medo do escuro
- gosto de presentear (até pra quem não conheço pessoalmente)
- não vivo sem cremes e perfumes
- não gosto de cozinhar (esta é novíssima!!!)
- belisco tudo antes da janta pra não jantar
- sempre acho que poderia ter feito algo melhor do que fiz
- no inverno só tomo banho escaldante
- quando digo traz um refri, quero dizer: coca-cola ou coca-cola, certo?
- tenho mania de ler dois livros ao mesmo tempo
- adoro dizer “te amo”
sexta-feira, agosto 17, 2007
Há alguns dias perdemos uma colega, do dia pra noite. Começou com uma dor de cabeça, foi consultar e o médico diagnosticou enxaqueca (sem pedir nenhum exame) e mandou embora. Dois dias depois ela internou, entrou em coma e morreu. Em plena atividade na vida.
Alem de ser a pior crise, eu estava sozinha em casa. Meu marido tinha ido viajar exatamente naquele dia, me sentia completamente capenga.
Com certeza o motorista e a enfermeira (não é nem o médico que vai até tua casa) ficaram com pena de nós, aí nos levaram.
Chegamos ao hospital no meio da noite, muito fria, fazia uns 5 graus e esperamos pelo atendimento que felizmente não demorou.
Enquanto ele aguardava em uma cadeira de rodas, depois de medicado, pois todos os leitos estavam ocupados, ele gemia e chorava de muita dor nas pernas. Não tinha acomodação que o fizessem melhorar.
Eu insistentemente corria atrás das enfermeiras pra dar remédio pra dor, mas nada adiantava, a dor desta vez foi insuportável.
Enquanto todos os pacientes estão ali sendo atendidos pelas enfermeiras, o médico, claro, vai deitar pra dormir e esperar pelo próximo paciente que chega pra ser avaliado e encaminhar pra medicação.
Eu, como não sei esperar enquanto o médico tira um cochilo (sou chata mesmo), vou atrás da enfermeira e insisto pra falar com ele. Ela com muita má vontade, depois de tanto eu insistir, vai chamá-lo.
Agora ele vê que ele realmente precisa de um atendimento mais eficaz, de um leito pra colocar aparelhos e monitorar os batimentos, respiração etc. São seis horas da manhã quando conseguimos isto.
As sete horas ligo pra médica dele e digo que estamos lá no hospital esperando por ela. Ela chega às oito trazendo um frio de 3 graus que faz lá fora. Não é muito bem quista por alguns mesmo sendo chefe da hematologia, pois já chega dando ordens e pedindo quase um atendimento especial pra ele.
Ela o trata desde pequeno e tem uma afeição especial por nós. Mais tarde chega a equipe da hematologia pra cuidar dele. Tenho alguns privilégios, pois conheço e tenho amizade com muita gente daquele hospital. Então uso meu QI (quem indica) pra que meu filho tenha um atendimento rápido e eficaz. Fico lá dentro daquela emergência lotada com ele, segurando sua mão e rezando pra que aquela dor passe o quanto antes. Desta vez estou um farrapo por dentro. Ele chora, grita e nenhum remédio que tome alivia as dores por mais de 20 minutos. Ele toma morfina, codeína e todas as inas possíveis e nada.
Meu Deus, desejo que tudo aquilo passe pra mim. Mordo o lábio, digo pra ele respirar, ter calma, não ficar tenso. Mas nada adianta. A dor é insuportável.
Saio do hospital no meio da tarde enquanto minha irmã ocupa meu lugar ao lado dele. Vou pra casa e tento descansar, dormir um pouco pra depois voltar. Mas quem disse que consigo? PQP!!!! Logo eu que sou tri dorminhoca, agora que preciso, não consigo. Só consigo chorar. Tento não chorar muito pra que ele não perceba, mas desta vez eu preciso, necessito morrer chorando. Tiro um cochilo e novamente volto ao hospital.
Fico até tarde da noite, saio sozinha pois meu marido ainda não voltou de viagem. Me sinto ainda mais sozinha.
Desta vez só eu e minha irmã revezamos as idas ao hospital. Não posso ficar o tempo todo porque também tenho que trabalhar e uma filha de oito anos em casa me esperando. Mas aproveito o privilégio de ter colegas, chefe e sogra que seguram as pontas pra mim.
Mas Deus nunca me abandona. Minha irmã trabalha neste hospital, eu conheço meio mundo lá dentro (mesmo tendo que correr atrás dos médicos o tempo TODO) e sem perder a fé em Deus.
Vou a igreja e rezo pra Santa Teresinha. Não é que somos abençoados mesmo? Todo dia 30 de cada mês tem uma missa especial em homenagem à ela. E adivinha que dia era este? Exatamente dia 30, dia de Santa Teresinha. Fico pra missa, rezo, choro, peço e imploro pra que a dor dele passe o quanto antes. Levo uma rosa pro hospital e na hora de ir embora, deixo a rosa com ele.
No outro dia quando volto, ele me diz: “Mãe, apaguei. Dormi a noite toda.”
Sim, eu tinha certeza de que ela me atenderia. Mas ele ainda continuava na emergência, com muita dor, misturado com um monte de pacientes amontoados, quase que todos ocupando um único e enorme leito.
E ainda quero o melhor pra ele e vou usar de toda minha influência e de meus amigos pra que ele saia dali, que vá pro quarto.
Durante alguns dias, falei com algumas pessoas influentes, amigos antigos, fui na ouvidoria mas nada ainda tinha sido feito.
Então em uma tarde, sentada na frente do computador no meu serviço, tive uma idéia luminosa.
Mandei um e-mail pro vice presidente do hospital, que foi meu chefe. Como não lembrei disto antes? Bom, não importa. Aquela era a hora.
Mandei. Não obtive resposta. Saio e vou até o hospital pra ficar com ele até à noite.
A médica da emergência me diz que ele terá alta no outro dia.
Como assim? Ele ainda está com dor, precisa de mais tempo aqui com certeza.
De novo, não aceito qualquer decisão que não seja a melhor pra ele.
Vou atrás do médico dele.
Quando o encontro ele me diz: “Pois é, hoje o Marlon já está indo pro quarto. A Dra. Lucia acabou de receber uma ligação do vice presidente e ele vai internar, já tem leito pra ele.”
Meu Deus! Ele me ouviu e atendeu meu pedido. Quase grito de alegria, mas me contenho.
Tá, quem aí não acredita na luta, na fé e perseverança?
Eu acredito. E corro atrás dela pra elas não esqueçam de mim.
Tudo certo. Internação, médicos no quarto, equipe da hematologia, equipe da dor, transfusão sanguínea, remédios, etc.
E tudo isto durou exatamente 12 dias. Correria, subindo e descendo escada, correndo atrás de médico, mandando e-mail pro vice presidente do hospital (e sendo atendida), trabalhando pingado, e muito, mas muito cansaço.
E novamente chego a conclusão de que consegui tudo isto depois de usar todos os meus QIs pra ele ser atendido como realmente merecia e como qualquer paciente deveria ser atendido e não é. Infelizmente.
Mas pra conseguir tudo isto, passei na frente de muita gente, furei a fila, usei e abusei de toda minha influência de amigos pra ter tudo o que eu queria e penso que isto nunca deveria ser assim, acho que todos os pacientes merecem tratamento igual, merecem respeito e ótimo atendimento médico. Mas infelizmente não é. Ao mesmo tempo em que me sentia aliviada por conseguir ver que todo meu esforço estava dando certo, me sentia mal também. Mal por saber que se tu conchece alguém, se tem influência seja lá em que área for, sempre há um jeitinho de conseguir as coisas. Eu usei e abusei pra ver tudo funcionar com o Marlon, era a saúde dele que estava em risco, mas e os outros pacientes? Quem cuida deles? Os médicos "hipocráticos"? Duvido.
Depois de alguns dias, passo um e-mail para o vice presidente do hospital agradecendo pela pronta ajuda que ele me deu e ele responde:
“Luisa, de que vale passar nesta vida sem afeto .......
Todos nós, e especialmente o Marlon, saímos melhores, não é mesmo?”
De quê vale?
Pra mim, de nada! Ainda bem que eu os conquistei e tenho como preciosidades em minha vida.
E que da próxima vez, que a crise, que é inevitável, infelizmente, demore muito, mas muito tempo e que não seja tão longa, duradoura e dolorosa como foi esta. Ou que seja descoberta uma cura pra Anemia Falciforme.
terça-feira, agosto 14, 2007
segunda-feira, agosto 06, 2007

Meus três filhos têm idades bem distintas e claro, minha idade e experiência de vida, consequentemente, foram bem diferentes a cada nascimento. O Marlon tem 25, Marvin tem 19 e Camile tem 8 anos. Quando cada um deles nasceu, passei, como toda mãe, pelo processo da amamentação. Como amamentar, o que comer, o que não comer, tomar muito líquido, não ter preocupações para o leite não secar, enfim, muitas dicas, palpites de sogra, mãe, vizinha e escambau. Quando o Marlon nasceu eu o amamentei somente alguns dias, a avó dele dizia que eu tinha pouco leite, que era fraco e o guri realmente não parava de chorar de fome. Descobri isto porque uma vizinha se ofereceu pra amamentá-lo. Cheguei na casa dela e, meu Deus, os peitos dela pareciam dois melões enormes e fartos de leite. O guri mamou e dormiu a tarde toda. Conclusão: ela virou mãe de leite dele por um longo período e eu, fiquei só na vontade e muito grata à ela. Quando o Marvin nasceu eu disse: vou amamentar! Não quero saber de ninguém dando palpite e pronto. No início eu tinha muito leite, mas depois de dois meses, estupidamente sem saber, comecei a tomar anticoncepcional e claro, o leite foi acabando. Conclusão: não pude amamentá-lo mais e ele passou pra mamadeira. Agora era a vez da Camile. Meu sonho de amamentar era enorme, o que me fez lutar e não dar ouvidos a todos os palpites de mãe, sogra, amigas e insistir na amamentação dela. Agora eu já sabia que não poderia tomar um anticoncepcional normal pois ele secaria meu leite, sabia que eu deveria insistir sem dar mamadeira e principalmente ter muita paciência e acreditar que eu conseguiria. E consegui. Finalmente depois de muito insistir, consegui realizar meu sonho de amamentar um de meus filhos. É inexplicável a sensação maravilhosa que a mulher tem ao segurar aquela coisinha pequenina no colo e dar o peito à ela. Pra mim, até hoje, foi a melhor sensação de prazer que tive. Sensação de amor, cumplicidade que só mãe e filho conhecem e desfrutam. Saber que se pode alimentar o próprio filho simplesmente dando a ele o peito e ao mesmo tempo o vacinando naturalmente contra muitas doenças. O recomendado pela maioria dos médicos, é de que se amamente por no mínimo seis meses. Alguns médicos recomendam que se amamente o maior tempo possível, passando até os dois anos de idade. Com a Camile foi exatamente assim. Mamou até dois anos e dois meses. Minha insistência deu certo e confesso, fui a mãe mais feliz do mundo. Quando voltei ao trabalho depois de minha licença maternidade, meus seios inchavam e quase estouravam de tanto leite, mas como eu trabalhava dentro de um hospital, eu ia ao banco de leite e recolhia o leite pra depois levar pra casa.
Quando eu chegava em casa e ela me via, ela já saia dizendo: mamá, mamá. Ela só enxergava na frente dela, dois enormes peitões cheios de leite e mais nada. Mal dava tempo de eu ir ao banheiro pra limpar o peito e oferecer à ela. Quando eu resolvi deixar de amamentar, confesso que foi uma decisão difícil pra mim, mas eu tinha que fazer pois já quase não sobrava tempo pra mais nada que não fosse dar o peito à Camile. Apesar do prazer e da enorme sensação de bem estar que aquilo me trazia, optei por parar, pois o tempo da amamentação já tinha sido mais do que suficiente pra nós duas.
Pra mim, de poder realizar meu grande sonho e pra ela, por trazer todo o benefício que o leite materno dá a uma criança.

sexta-feira, agosto 03, 2007
segunda-feira, julho 30, 2007
Só Catina!
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Tirou 10, merecidamente. Pelo esforço, pela luta, pelo estudo, pela batalha que ela vem conquistando a cada dia de sua vida.
sexta-feira, julho 20, 2007
sábado, julho 14, 2007
Frio mata peixe?
quarta-feira, julho 04, 2007
Minha Tattoo

Ouvimos que, na história, a tatuagem é tão antiga quanto à história humana dos povos. Traz inserido em seu contexto, traços que podem traduzir o caminhar dos povos por entre os patamares sociais na tradução dos traços impressos na pele, pela expressão das cores aplicadas que de certa forma dão uma conotação especial. Por falta de confirmação, podemos dizer que as primeiras tatuagens foram realizadas provavelmente por acaso. Podemos imaginar que, em algum espaço no tempo alguém teve um ferimento pequeno, e neste por qualquer motivo foi depositado algum tipo de fuligem. O contato com a ferida ainda aberta pode ter criado uma cobertura por sobre a pele ferida, tendo seu depósito alojado em uma das camadas internas da pele. Com o tempo houve a cura desse ferimento, sendo que alguma camada profunda dessa fuligem permaneceu no interior da pele, e,como sabemos essas cascas em feridas após a cura se desprendem da pele ficando apenas a marca ou cicatriz. Dessa maneira descobriram: "olha, uma marca foi feita!".
Teria sido desta forma talvez, que descobriram a primeira tatuagem?
Fonte: http://www.artecleusa.trix.net/decoracao%20do%20corpo.htm
Bom, se isto é verdade ou não, num belo dia de julho de 2006 resolvi fazer uma tatuagem. Confesso que levei muito tempo pra tomar esta decisão, apesar de sempre ter dito curiosidade e uma vontade que não me encorajava e me fazia pensar, ao mesmo tempo, que aquela marca ficaria pro resto de minha vida em meu corpo.
Escolhi, depois de muito tempo, o que eu queria desenhado. Marquei hora. Desmarquei e adiei por mais um tempo. Tempo que eu precisava pra mim mesma, já que eu tinha decidido que ia fazer.
Marquei pela segunda vez. Levei meu filho comigo pro caso de eu correr, ele me segurar pelos “fundilhos das calças”. Desta vez eu não desistiria, afinal, o que é uma tatuagemzinha, assim, nas costas, onde quase ninguém vê?
Escolhi o local em que meu corpo levaria aquela marca pra sempre. Costas, acima do ombro. Lado esquerdo. Queria uma flor. Uma flor diferente, bonita e ao mesmo tempo discreta.
Agora já estava lá, deitada e o primeiro risco já tinha sido começado. Pra minha surpresa, não senti quase nada, era como se estivesse sendo arranhada, nada de anormal.
Quando terminamos e olhei no espelho, gostei do resultado. Foram alguns dias de cuidados para não coçar e não doer. Tudo tranqüilo. E ela ta lá, à mostra somente quando é verão.
No inverno ela é exclusiva. Pra dois.
quinta-feira, junho 21, 2007
Bom Dia Sol!

Até os quinze anos fui gremista (eca!!!). Bom, todo mundo lá em casa, era e é, porque eu teria que ser diferente?
Bem, eu sempre gostei de ser diferente, de contrariar. Então, como dizem, virei a casaca.
Resolvi torcer pro Inter.
Minha irmã me chama de vira-bosta até hoje.
Mas tudo tem explicação. Eu só era do lado de lá porque todo mundo era, mas totalmente desmotivada, sem emoção. Emoção mesmo, só pelo colorado e não me arrependo nem um pouco.
Festejei muito com meu timão, principalmente na década de 70, anos gloriosos, maravilhosos. Eu torcia e vibrava sozinha, afinal eu era a ovelha negra da família em termos de futebol.
Acreditem, fui até vizinha do grandioso Elias Figueroa. Morávamos na mesma rua, ele morava duas casa depois da minha.
Lembro das festas que a vizinhança fazia pra esperar ele quando o Inter ganhava. Bons tempos.
Então, torço, vibro, sofro pelo Inter.
Lá em casa até dá umas briguinhas de vez em quando.
Bom, então, anos mais tarde, eu tive a honra de conhecer e conviver com o autor desta maravilha chamada Celeiro de Ases (hino do Inter).
Sabem o que é poder ler e ter nas mãos a letra o-ri-gi-nal do hino?
Sem comparação! Totalmente sem comparação com aquela marchinha.... como é que é mesmo? Há, ta: Até a pé nós iremos (sim, no final, aposto que muitos tiveram que voltar a pé pra casa, e o pior, sem a taça).
Sério. Pra mim se o Boca ou o timeco ganhasse, seria a mesma coisa.
Claro lá no fundinho, tem aquele gostinho de revanche, de ver os gay....opa, gremistas voltarem pra casa. A pé.
Esta marchinha que dizem ser o hino deles, não condiz nem um pouco com o que vi na rua hoje. Poucos torcedores indo a pé até o chiqueirão. A grande maioria tudo de carro. Soberba!
Não tem nem comparação com aquela massa vermelha descendo a Borges e indo pro monumental Beira-Rio na semi-final da Libertadores!
Lindo de ver. Maravilhoso! Toda macacada (como os gaymistas gostam de nos chamar) unida.
Mas é assim mesmo né? Macacada toda junta, unindo forças, vibração e emoção.
Então, pra quem não conhece o hino do INTER clique aqui para ler a letra e a história, aqui.
A do timeco...... bem, quem quiser ler a letra procure no Google tá?
Vocês não acharam que eu ia dar aqui o linck pra isto acharam?
Ha, todo este papo aí é só pra dizer aqui que: JÁ ERA. Morreram na praia!
Bom dia pra todos!
Dá-lhe INTER!!!! GLORIOSO!!!
sábado, junho 16, 2007
Grazi, PARABÉNS!

Quando eu conheci a Grazi, não simpatizei muito com ela, achei meio antipática. Pode? É que ela chegou lá na escola e falava com todo mundo na maior intimidade, menos comigo. Com o passar do tempo, descobri que ela já era velha conhecida dos meus colegas, a nova na realidade ali era eu. Mas isto durou pouco tempo, em seguida começamos a conversar e nos tornamos grandes amigas. Sempre digo pra ela que tenho idade pra ser mãe dela, mas somente pela idade, pois a Grazi é uma guria diferente. Ela apesar de ser ainda muito jovem, é super responsável, estudiosa, sensivel e muito sincera. É uma pessoa que está sempre disposta a ajudar os outros, quer sempre dar uma mãozinha pra todo mundo, carregando muitas vezes o mundo nas costas. É uma guria sensível e amigona. Bom, pra quem a conhece pessoalmente, com certeza sabe que o que estou dizendo é pura verdade e vai concordar comigo.
Ontem, comemoramos seu aniversário lá na EA, com pizza, coca-cola e muitos presentinhos. Quando a gente comprou a caixinha e as gurias me incubiram de pintar, eu tinha idéia de fazer alguma coisa com o tema de outono/inverno, mas infelizmente os materias que eu tinha lá em casa, era tudo da estação do calor, do verão, que ela tanto detesta. Mas o melhor de tudo é que ficou bem legalzinha e ela gostou.
Grazi, fico te devendo a tua estação preferida, talvez no verão, de Natal, eu providencie alguma coisa.
Querida amiga, te desejo toda felicidade hoje e pra sempre. Parabéns para teus pais também que souberam te educar e fazer a pessoa que és hoje.
Beijos!!!!!!
PS.: a tua mãe nos convidou pra ir hoje na tua casa, mas como moramos em lados opostos da cidade e não estou motorizada no momento, fica pra próxima. Boa Festa e Felicidades!!!
terça-feira, junho 12, 2007
Nossa Música
Legião Urbana
Aquele gosto amargo do teu corpo
Ficou na minha boca por mais tempo
De amargo então salgado ficou doce,
Assim que o teu cheiro forte e lento
Fez casa nos meus braços e ainda leve
E forte, cego e tenso fez saber
Que ainda era muito e muito pouco.
Faço nosso o meu segredo mais sincero
E desafio o instinto dissonante.
A insegurança não me ataca quando erro
E o teu momento passa a ser o meu instante.
E o teu medo de ter medo de ter medo
Não faz da minha força confusão
Teu corpo é meu espelho e em ti navego
E eu sei que tua correnteza não tem direção.
Mas, tão certo quanto o erro de ser barco a motor e insistir em usar os remos,É o mal que a água faz quando se afoga
E o salva-vidas não está lá porque
sexta-feira, junho 08, 2007
IHC! quem bá ti levando bra casa?
Os bancos são confortáveis, depois que lota ela não pára mais, enfim, tu vai mais tranqüilo e descansado pra casa.
O quê? Quem disse? Quem falou esta besteira?
Estava eu já bem acomodada no penúltimo banco, a lotação já a caminho de casa quando de repente um homem levanta e vai até o motorista. Tudo bem, talvez ele não conheça o caminho e quer fazer alguma perguntinha pro motorista.
Não demora cinco minutos, ele levanta e vai até o motorista de novo. Tudo bem. Talvez ele tenha mais alguma dúvida, não entendeu direito. Ele volta pro lugar dele.
Novamente, mais alguns poucos minutos e lá vai ele de novo. Só que agora percebo: ele está completamente bêbado, ou melhor, trêbado. A esta altura do campeonato, ele já infestou a lotação com o aquele bafo de onça horrível, e o pior é que ele tá sentado.......... bem atrás de mim. Um frio do cão, e eu tenho que abrir a janela pra poder respirar ar puro, senão chego em casa em coma alcoólico, só do cheiro.
Estou com meu fonezinho de ouvido, escutando uma musiquinha e de repente, lá vai a criatura de novo.
Em poucos instantes as pessoas começam a reclamar, a chamar o cara de chato, mandar ele sentar e ficar quieto, mas ele não ta nem aí, porque além de bêbado, digo, trêbado, ele é surdo.
Aí resolvi tirar o fone de ouvido e me certificar qual era a situação: todo mundo reclamando.
Agora eu também já tava indignada e reclamando também porque ele não parava um segundo, importunando as pessoas que sentavam ao lado dele.
Uma senhora sentou e ele começou um papo totalmente esquisito, tipo: “quem tá te levando pra casa?” A mulher não entendeu nada, mas sentiu o bafão, levantou e pediu pra descer.
Se eu fosse ela não pagava a passagem.
Há, vão dizer que o motora não tem nada com isto? Muito pelo contrário. Motorista banana, que ficava dando papo pro gambá e dava muita risadinha das besteiras que ele falava.
O meu sangue já tava fervendo e claro eu também já tinha mandado ele parar a lotação e colocar o indivíduo pra fora, mas em vão.
Ele ia e vinha, ia e vinha, caminhando na lotação como se tivesse em casa. Incrível é que ele tinha equilíbrio, com certeza já deve estar acostumado.
Quando ele sentava, atrás de mim, acompanhava as músicas que estavam tocando no rádio.
No meio das músicas ele soltava um "oh yeee, uhuhu"!!!!
Bom, não teve jeito. Ele só desceu mesmo quando chegou na parada dele e a mulherada toda aos berros com o motora.
Eu fiquei tão furiosa que me deu vontade de ligar pra SMT e reclamar do motorista, mas fiquei com pena. Vai que dão uma advertência severa pra ele, talvez demitam...... sei lá. Achei melhor não, mas eu precisava de alguma forma me vingar daquele motorista e do descaso com os outros passageiros. Uma coisinha assim tipo, não vou prejudicar o cara, mas piso no pé dele.
Então, na hora que fui descer, ele esticou a mão pra pegar o dinheiro e eu....... enchi a mão dele de moedas de cinco centavos. Três reais só de cinco. Não falei nada (o que não é normal comigo.... but......).
As moedinhas na mão dele fizeram eu me vingar muito mais que qualquer coisa que eu tivesse dito.
Ele olhou pra mão cheia de moedas e ficou furioso. Jogou as moedas todas sem contar na caixinha do dinheiro e saiu bufando.
segunda-feira, junho 04, 2007
sexta-feira, maio 25, 2007
Anemia falciforme: correndo, crochetando e superando!
Então o telefone toca e me outro filho do outro lado da linha diz: “Mãe, to aqui no hospital com o mano”.
Sabe aquele aperto na boca do estômago? Esta sensação que temos de quando somos surpreendidos, de quando recebemos uma notícia boa ou ruim? Pois é, não muda nunca. Há 25 anos sinto a mesma coisa toda vez que isto acontece.
Aí visto minha carapuça de super mãe e saio voando as tranças pro hospital.
Tá. Lá estava eu de novo naquele mesmo hospital, naquela mesma emergência. Também naquele mesmo banco. Talvez não seja o mesmo, mas continuam duros e desconfortáveis como antigamente.
Meu filho, com crise da anemia novamente. Sempre acho e digo pra todo mundo que isto faz parte da minha vida, que já estou acostumada com esta correria, mas confesso: não estou não.
Fazia muito tempo desde a última crise. Isto é bom sinal, porque antigamente era uma atrás da outra, agora, já não tenho idéia da última, mas acho que faz mais de um ano. Ótimo.
Ótimo enquanto ele tem o remédio pra tomar. Porque quando falta este santo remedinho........ temos que nos preparar.
Preparar pra tudo, pras crises, pra ansiedade, pra espera. Espera na fila do ambulatório, espera no atendimento do SUS, espera que a crise passe o mais rápido possível e que não seja tão forte.
Forte. Finjo, acho que sou. Até acho que sou mesmo, dentro da minha concepção, sei lá.
Antigamente quando tínhamos plano de saúde, toda esta correria parecia ser mais leve (eu tento imaginar assim, mas acho que me engano). Mas agora que estamos novamente dependo do atendimento do SUS, tudo parece pior.
Começo a fingir: tento ver pelo lado bom da coisa, pois conheço muita gente no hospital que trabalhei durante longos anos, fiz ótimas amizades que me socorrem e então......... vai lá Luisa, corre atrás desta gente pra facilitar o atendimento!!!!!
Tá. Mas porque meu sexto sentido não me avisou com antecedência pra eu não vir logo hoje com este salto 10? É o mesmo sapato da maratona.
Tudo bem. É um sapatinho confortável, apesar do salto. Mas pra correr de um lado pro outro, subir e descer escadas atrás dos médicos..... há não, pra isto ele não está apto. Sapato incompetente!
Então consigo resolver tudo: atendimento, comprar lanche pra ele enquanto aguardamos, quase desmaiar ao ver um amontoado de gente de todos os credos, raças e cores amontoados em cadeiras, macas, remédio pra levar, falar com o médico, liberação do filho pra ir pra casa. Ufa!
Enquanto isso, entre um intervalo e outro, sento pacientemente naquele banco duro e espero. Mas bah tchê! nada como uma mulher prevenida e tri arteira como eu. Como sempre ando com minha malinha by Luisa comigo e aproveito pra crochetar muuuuuuiiiiiiito.
Me distrai e acabo não vendo o tempo passar.
Finalmente lá pelas dez horas da noite, depois de muito correr atrás dos médicos, conseguimos liberação.
Há, mas ainda tenho que fazer a janta quando chegar em casa. Isto sim é que é o pior. Tudo bem, agradeço a Deus por ter minha comidinha pra fazer, mas não me importaria de que alguém fizesse pra mim.
Aí, depois de passar uma bela tarde de segunda-feira, sentadinha no banco (simmmmm, aquele, durinho mesmo!), consegui fazer esta simpática echarpe ma-ra-vi-lho-sa!!!!!!!.
E é isso aí companheiros! Seguimos na luta! Agora ele já tem o remédio pra tomar. Então, como as crises são inevitáveis, é torcer pra que no mínimo, sejam leves pra ele e............... que demore muito, muito, muito tempo. E que o governo do estado se dedique mais à saúde e não falte mais remédio pro povo.
segunda-feira, maio 14, 2007
CONTO
Naquele dia sete, ela nasceu. Efervecente! Sob o sol de fevereiro. Já ali, estava imposto o quanto ela teria que lutar pra sobreviver. O sol testando sua coragem. Nasceu sabendo que teria pagar pelos seus pecados em vida, desta e de muitas outras. Não teve opção, foi jogada no mundo. Cresceu por crescer e sem saber pra onde ir, seguiu muitos caminhos, muitos deles completamente tortos. Mas seguiu em frente. Nada abalava aquela pessoinha tão frágil e tão forte. Comeu o pão que o diabo cuspiu e pisoteou. Seguiu crescendo como se fosse um dever, uma obrigação. Sabia que disso não podia fugir. A infância já estava muito distante, não tinha mais volta. Agora era seguir em frente, ou não. Optou por seguir. Ninguém lhe deu a mão pra subir aquele degrau tão alto para o amadurecimento. Mas ela foi. Sabia que mais cedo ou mais tarde dela fariam uso, assim como quem usa um apontador de lápis. Usa até acabar, quando chegar ao fim, compram outro. Agora era ela que sentia dentro de si uma vida que lhe fora imposta. Aproveitou aquele momento pra receber com todo o amor aquela criatura estranha. Quem disse que ela queria? Esqueceu que nada lhe fora antes perguntado. Ela nunca tivera opção de falar, mas sim de obedecer. Aceitou. Aquele mesmo amor que sempre lhe foi negado, mas muito cobrado, agora brotava dentro de si, por algo tão singelo e pequenino. Agora tu serás mãe. Ouviu e aceitou. No seu íntimo sabia que não seria a primeira e nem a última. Precisava provar pra si mesma que ela conseguia. Conseguia fazer o melhor por todas as vidas que ali chegassem. Algumas delas não vingariam. Teve que optar. Talvez seja por isso tanto sofrimento e tapas na cara que a vida lhe deu. Nunca desistiu. Pegou sua cruz e fincou nas costas calejadas pra marchar até onde Deus mandar. Os degraus ficaram mais altos e a cruz ali, pesando. Mas agora já faz parte daquele corpo tão frágil e quase sem vida. Nunca perdeu sua fé, que é só o que lhe resta. Não sabe mais o que esperar e nem que caminho seguir, apesar de estar no fim da estrada. Precisa novamente de mãos. Mas desta vez, mãos que acalentem seu sofrimento e curem suas feridas. |
quinta-feira, maio 10, 2007
FELIZ DIA DAS MÃES!!!
Sou teimosa. Todo mundo sabe disto Quero os filhos sempre perto de mim e claro, que façam as coisas do meu jeito. Ta bom, mas às vezes, aceito que seja do jeito deles. Ei......Quem inventou o livre arbítrio? Quando nasceram agradeci a Deus por serem perfeitos. O primeiro quando nasceu, agradeci a Deus por ser perfeito. Briguei com Deus porque ele veio com defeito de fábrica. De fábrica mesmo. Eu e o pai juntos, passamos pra ele uma doença hereditária. Começamos uma luta que ainda continua pra que ele tenha saúde para viver bem. Sem pieguices! Não suporto. Enfrento. Mesmo que tenha que ser por nós dois. Pura besteira, pois é ele quem sofre mais, quem enfrenta é ele. O segundo quando nasceu, agradeci a Deus por ser perfeito. Briguei com Deus porque ele quase passou da hora de nascer, entrou um pouco de água no pulmão, teve que ficar em observação. Resultado: tem asma até hoje. Enfrento. Mesmo que tenha que ser por nós dois. Outra grande besteira: é ele quem sofre e faz as mil nebulizações. A terceira quando nasceu, agradeci a Deus por ser perfeita. Não briguei mais com Deus porque ela não tem nenhuma doença genéticamente herdada, ou adquirida. Mas bem feito pra mim. É teimosa que nem eu. Agradeço a Deus pelos meus filhos serem perfeitos e com saúde. Mas sigo com minha teimosia sempre querendo mais deles, apesar de acreditar que temos tudo o que suportaríamos ter em nossas vidas. Nem mais, nem menos. Putz........ mas sou teimosa mesmo tchê!!!! (Inclusive um pouco chata) Mas continuo agradecendo a Deus sempre, por tudo, por eles serem a minha vida. Acho que Deus deve estar de saco cheio de tanta teimosia. Eles são educados, politicamente corretos, tem caráter, são perfeitos e ...... são muuuuuito fofos e me amam demais. Ta bom ou quer mais? Acho que ta bom. Há, mas é claro, queria que eles fossem um pouquinho mais estudiosos!!!! Amo, amo, amo muuuuito meus filhos, meus verdadeiros presentinhos do Papai do Céu. Mas quero presente de dia das mães tá? Por que antes de ser mãe, sou mulher. E que mulher não gosta de um presentinho? Para todas as mães do mundo inteiro e principalmente para as mães de coração, de doação e que não tenham parido suas crias, mas que tenham amado acima de tudo! ........e claro, para as teimosas que tem estes tesouros em suas vidas e sempre querem mais. Como eu. (mas que fique claro que é pro bem deles...hehehehehe) FELIZ DIA DAS MÃES!!!!!!! |
segunda-feira, maio 07, 2007
Aniver do blog!!!
segunda-feira, abril 30, 2007
Baú de tesouros!

quarta-feira, abril 25, 2007
Alguém aí sabia disto?

O único trabalho é o de colocá-la nas plantas, inclusive sendo jogada sobre o solo do jardim e quintal.Os especialistas em saúde pública, entre eles médicos sanitaristas, estão saudando a descoberta de Alessandra, uma vez que, além da ameaça da Dengue 3, possível de acontecer devido às fortes enxurradas de final de ano, surge outra ameaça, proveniente do exterior: a da Dengue tipo 4.Conforme explica a bióloga, 500 microgramas de cafeína da borra de café por mililitro de água bloqueia o desenvolvimento da larva no segundo de seus quatro estágios e reduz o tempo de vida dos mosquitos adultos.Em seu estudo ela demonstrou que a cafeína da borra de café altera as enzimas esterases, responsáveis por processos fisiológicos fundamentais como o metabolismo hormonal e da reprodução, podendo ser essa a causa dos efeitos verificados sobre a larva e o inseto adulto.A solução com cafeína pode ser feita com duas colheres de sopa de borra de café para cada meio copo de água, o que facilita o uso pela população de baixa renda e pode ser aplicada em pratos que ficam sob vasos com plantas, dentro de bromélias e sobre a terra dos vasos, jardins e hortas.O mosquito se desenvolve até mesmo na película fina de água que às vezes se forma sobre a terra endurecida dos jardins e hortas, também na água dos ralos e de outros recipientes com água parada (pneus, garrafas, latas, caixas d'água etc.)."A borra não precisa ser diluída em água para ser usada", diz a bióloga. Pode ser colocada diretamente nos recipientes, já que a água que escorre depois de regar as plantas vai diluí-la.Ou seja: ela recomenda que a borra de café passe a ser usada, também, como um adubo ecologicamente correto.Atualmente, o método mais usado no combate ao Aedes aegypti é o da aspersão dos inseticidas organofosforados, altamente tóxicos para homens, animais e plantas.
terça-feira, abril 17, 2007
A dor é inevitável, o sofrimento é opcional!
DEFINITIVO! Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Se iludindo menos e vivendo mais!!! A dor é inevitável.
Carlos Drummond Andrade |












